(Matheus Tagé/ Arquivo AT) A Academia Santista de Letras comemora, em 2026, seus 70 anos de fundação, consolidando-se como uma das mais relevantes instituições culturais do Litoral Paulista. Desde sua criação, a entidade tem desempenhado papel fundamental na valorização da literatura, das artes e da preservação da memória intelectual da cidade de Santos, reunindo escritores, jornalistas, educadores e estudiosos comprometidos com a difusão do conhecimento e da Língua Portuguesa. Ao longo de sete décadas de atividades ininterruptas, a Academia tornou-se espaço permanente de incentivo à produção literária e ao intercâmbio cultural. Sessões solenes, palestras, concursos, lançamento de livros e encontros abertos ao público marcaram sua trajetória, aproximando autores e leitores e estimulando o surgimento de novas Academias na Baixada Santista, como a Vicentina, Praia Grandense e Itanhaense, estimulando o surgimento de novas vozes no cenário cultural regional. A história da instituição acompanha o desenvolvimento social e educacional da Baixada Santista, registrando as transformações importantes vividas pelas cidades e contribuindo para a preservação da sua identidade cultural. Diferentes gerações de acadêmicos participaram deste processo, fortalecendo a amizade, a cultura e o debate de ideias, reafirmando a importância da literatura como instrumento de reflexão, formação cidadã e construção coletiva de pensamento. Mais do que um espaço dedicado à palavra escrita, a Academia Santista de Letras representa um símbolo de preservação e continuidade cultural e resistência intelectual. Em um período de muitas mudanças tecnológicas e sociais, a instituição mantém viva a tradição literária e o compromisso com a educação, incentivando o hábito da leitura e reconhecimento da produção artística regional. A celebração dos 70 anos evidencia a relevância histórica da Academia de Santos para o Estado de São Paulo, destacando sua contribuição para o enriquecimento cultural da sociedade. O jubileu reafirma a missão da entidade de preservar a memória literária, apoiar novos escritores e ampliar o acesso à cultura, mantendo ativo o legado construído ao longo de décadas de dedicação à vida intelectual brasileira. *Eduardo Ribeiro Filetti. Médico veterinário, professor universitário, mestre em Saúde Pública e membro das Academias Santista, Vicentina e Praia-grandense de Letras