[[legacy_image_336069]] Reeleição Ou o Brasil acaba com a reeleição ou a reeleição acaba com o Brasil. O ex-presidente FHC, político experiente com bons serviços prestados ao País, errou feio em advogar a reeleição, sendo o principal responsável por sua implantação. Outro ponto que deve merecer a especial atenção dos parlamentares é o exagerado número de partidos. Um de direita, um de esquerda, um de centro, um de centro-direita e um de centro-esquerda: isso seria o desejável. Os partidos seriam extremamente fortes e respeitados e os eleitores teriam à disposição a ideologia de sua preferência. No modelo atual, seja quem for o presidente, só conseguirá governar com acertos com o Parlamento. Orlando Machado - Santos Estado democrático Vejo a manifestação convocada pelo ex-presidente Bolsonaro para o dia 25 como um grito pela restituição do estado de direito e constitucional. Não se trata de questão pessoal, mas de toda população brasileira que assiste impotente a uma acumulação de poderes pelo STF, mais especificamente por Alexandre de Moraes, que processa, julga, prende e faz suas leis. Ele incomoda inclusive seus pares de Corte com as decisões monocráticas sem solução de recurso. Vivemos uma total insegurança jurídica e caos institucional ante uma ditadura judiciária da Suprema Corte, com crescimento de facções criminosas ante a fragilidade da lei penal. O presidente brasileiro “eleito” se preocupa com o Hamas, mas dá de ombros à população macerada pelo crime organizado. Evandro Duarte - Santos Ginástica É comum ouvirmos frases como “nunca foi só futebol” ou “nunca foi só política”. Hoje, eu acrescento uma: “nunca foi só uma aula de ginástica”. Falo das atividades matinais no Posto 2, em Santos. Sob orientação da professora Simone Miranda, reúnem-se ali umas 40 pessoas. Neste verão, surgiu a ideia de termos parte das aulas no mar, uma hidroginástica improvisada. Quero destacar o cuidado e a preocupação da professora com cada um, garantindo segurança e conforto. Ao pisarmos no chão, sentimos algo estranho e ela explicou que eram estrelas do mar. Na véspera de Carnaval, espontaneamente começaram as marchinhas dentro da água. Ao final, alguém notou o pé de outro todo amarelado. Ao que foi explicado que eram as estrelas do mar que soltavam aquela cor, cada um começou a olhar seu pé. A conclusão: todos estavam amarelados. Ao final, a professora confessou: “Gosto muito de vocês!”. Com essa turma, as aulas de ginástica recarregam nossa bateria para encararmos o dia todo lá fora. Paulo Prol Medeiros - Santos A vida que se leva No filme Esqueceram de Mim, gravado nos anos 90, uma família de Chicago planeja passar o Natal em Paris e, em meio às confusões da viagem, um dos filhos, Kevin, vivido por Macaulay Culkin, acaba esquecido em casa. Há gente que consegue superar essa família, esquecendo de si mesmo. Se você só pensa em trabalho, só vê problemas e acumula preocupações, nunca irá se lembrar de viver. Para as pessoas que se anulam e não conseguem separar um tempo para si, o pensamento do filósofo francês Jean de La Bruyère é impecável: o homem passa por apenas três grandes eventos, que são nascer, viver e morrer. Ainda assim, ele não sabe que nasceu, sofre com a ideia de morrer e se esquece de viver. O que se leva da vida é a vida que se leva. Gilberto Pereira Tiriba - Santos Covid Depois do mundo inteiro ter sofrido as graves consequências com a pandemia de covid, achei que haveria uma mudança no comportamento da população. Tinha a esperança que adotassem medidas para a prevenção de doenças contagiosas, mas isso não ocorreu. O uso de máscaras por pessoas gripadas deveria ter se transformado em rotina. Assim como fazem os asiáticos, seria uma prática de prevenção de doenças respiratórias. A lavagem das mãos com mais frequência também deveria ter sido adotada. Achei que as pessoas se tornariam mais pacíficas, mas ocorreu o oposto: nunca houve tanta intolerância e impaciência como nos dias atuais. Cristina Ferreira - Campinas (SP) Ótimo sinal Deu gosto ver o Santos jogar no Morumbis. Não necessariamente por apresentar um futebol vistoso, mas sim pela maneira como se comportou em campo: um time organizado, aguerrido, com um estilo frio e calculista na hora de decidir o jogo. A vitória no clássico garantiu ao Peixe a classificação antecipada às quartas de final do Paulistão. O Santos lutará agora para ter a melhor campanha da primeira fase e conquistar, assim, o direito de decidir em casa as partidas de mata-mata. O torcedor alvinegro tem motivos de sobra para estar esperançoso, embora ainda exista um longo caminho a ser percorrido no Estadual. Mas por que não sonhar com o título? Guilherme Rodrigues Simões - Santos