(Reprodução/TV Globo) A escassez de eletricidade em São Paulo, especialmente durante eventos climáticos extremos, como chuvas torrenciais e vendavais, expõe a fragilidade das infraestruturas urbanas da metrópole. Recentemente, milhões de habitantes ficaram sem energia por mais de 48 horas, enfrentando desafios para o restabelecimento completo do serviço. Essa realidade não só evidencia a crescente frequência desses episódios, impulsionados pelas mudanças climáticas, mas também acende um alerta sobre a necessidade urgente de adaptação e resiliência em nossas residências e empresas. Com as mudanças climáticas provocando um aumento na intensidade e na frequência de eventos climáticos extremos, é crucial que tanto as comunidades quanto as autoridades governamentais reconheçam a necessidade de reformas substanciais. Os meteorologistas e especialistas ambientais têm enfatizado que a infraestrutura da cidade, muitas vezes projetada para um clima mais ameno, precisa ser adaptada para suportar essas novas condições climáticas. A integração de tecnologias de energia renovável, como a instalação de painéis solares e baterias de armazenamento, pode proporcionar maior autonomia e segurança em situações de emergência. Além disso, a adoção de sistemas de gestão de energia que favoreçam o consumo eficiente pode ajudar a mitigar a escassez elétrica durante os picos de demanda. A melhoria das infraestruturas de drenagem é outro aspecto fundamental. Em 2023, a cidade registrou precipitações que superaram as expectativas, causando alagamentos em diversas regiões. Assim, a revisão das normas urbanísticas se torna essencial para incorporar medidas que aumentem a capacidade de resposta da cidade a essas crises. Isso inclui a construção de sistemas de drenagem mais eficazes e a promoção de áreas verdes que possam ajudar a absorver o excesso de água. Além disso, iniciativas de conscientização são necessárias para educar a população sobre a importância da eficiência energética e da preparação para eventos climáticos extremos. Campanhas que incentivem a instalação de sistemas de captação de água da chuva e o uso de eletrodomésticos eficientes podem fazer a diferença no consumo geral de energia e na resiliência das residências. Em Santos, já vivenciamos eventos climáticos extremos, como ressacas, deslizamentos de encostas e chuvas torrenciais, que têm causado enormes prejuízos à população. Esses fenômenos não são meras ocorrências isoladas, mas sim reflexos de uma urgência climática que não podemos ignorar. É essencial que tomemos consciência de que as mudanças que devemos implementar para mitigar esses impactos não podem ser adiadas para as gerações futuras. Precisamos agir agora, buscando soluções sustentáveis e estratégias de adaptação que garantam a segurança e a qualidade de vida da população. A conscientização sobre a vulnerabilidade das infraestruturas urbanas deve ser acompanhada por ações concretas. Implementar estratégias que promovam eficiência energética e resiliência comunitária é uma responsabilidade coletiva essencial para garantir um futuro sustentável e seguro. *Consultor na Novius ESG, Qualidade e Meio Ambiente