[[legacy_image_323317]] Algumas generalizações estão bem próximas da realidade! É o caso, por exemplo, dos que consideram seus “direitos” e conveniências superiores aos de outros. Alguém, aí, já teve a experiência de responder “sim!” àquela pessoa toda simpática e sorridente que pergunta: “Incomoda se eu fumar?” Em caso positivo, não houve uma imediata alteração de humor do dito cujo? O mesmo vale para quase todos os que se aproximam alegres e simpáticos para, “quebrado o gelo”, pedirem que você compre, compactue, experimente, tolere ou “dê um jeitinho”. Se houver afinidade de interesses, será “juntar a fome com a vontade de comer”, para o bem ou para o mal. Senão… Maniqueísmo? Bem, experimente dizer “não!”, mesmo com educação e dialética! Com raríssimas exceções, você será taxado de intolerante, egoísta, preconceituoso, pecador ou sei lá mais o quê, quando, em verdade, é o outro que tenta alcançar maliciosa ou viciosamente um interesse: você é apenas um meio ou potencial cúmplice! De outra parte, há pessoas que fazem qualquer coisa para serem aceitas ou justificadas; naus à deriva que aceitam qualquer “piloto” que lhes trave um rumo e lhes afague o ego, em troca de cumplicidade ou conivência. Juntas, cobrarão tolerância dos outros, mas serão incapazes de controlar seus instintos e vontades, priorizando-os até de forma acintosa e provocadora, buscando impor seus conceitos e vontades. Alguns pagam para realizar suas vontades! E sempre há quem aceite o preço. Foi assim que nosso país chegou ao lastimável estágio atual! E o país é apenas um reflexo de uma parte infelizmente significativa da sociedade, que quer direitos sem deveres, e vantagens sem merecimento ou contrapartidas, cada vez mais hedonista, egoísta ou oportunista. Não se trata de uma opinião puritana, mas de uma percepção pessoal da atualidade, mas que também é histórica. Afinal, sempre houve alguém disposto a pagar por facilidades ou desejos. A alienação e a hipocrisia permeiam mentores e seguidores, que ignoram quão ambíguos e incoerentes se tornam – se já não o eram – na invocação de seus “direitos”. Quem se posiciona contra “pancadões”, algazarras, irregularidades e corrupção é chato? Se for, antes ser chato do que tolerante, conivente ou omisso! Está na hora dos que conhecem seus direitos e deveres – e os praticam – abolirem a nefasta expressão “os incomodados que se mudem!” para “os que incomodam que mudem!”, mesmo que seja apenas de atitude. Isso vale para o país, para cada grupo social e para cada indivíduo! Senão, continuaremos a ser vítimas conscientes de outra generalização nefasta: “quem cala consente!”, e a coisa ficará cada vez mais ruça. Como dizia Renato Russo, “olha a nossa vida como está”. No entanto, eu também “sei que um dia a gente aprende” que o respeito não é para ser exigido, mas merecido! E não existe respeito sem reciprocidade.