[[legacy_image_263984]] O ser humano tem controle sobre várias coisas na vida. Existem pessoas que eram ricas, perderam tudo e recuperaram a fortuna. Gente que se desvinculou da mulher, do marido, dos filhos, mas retomou o caminho, resgatou familiares e amigos e hoje vive muito bem. Quase tudo é passível de ser readquirido. Quase tudo. Menos o tempo. Ninguém conseguiu, e nem conseguirá fazer isso com os segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses e anos que se passaram. Já era, como dizem os jovens. Pais e responsáveis precisam usar da melhor maneira possível as oportunidades ao lado dos filhos. Para lazer e também para ensinar. De nada adianta só ficar deitado no sofá, ou na frente da tevê com o filho ao lado. Como diz uma célebre frase popular: não basta ser pai, tem de participar! Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Participar significa dar atenção, tratar de fazer com que tudo o que pais ou responsáveis realizem seja algo proveitoso para a família, apesar de termos visto uma geração de filhos que não obedecem aos pais e de pais que obedecem aos filhos. Total inversão de valores da formação que teve boa parte dos pais e mães. Não existe uma receita definitiva para transformar esse tempo ao lado das crianças em horas de qualidade e não em algo meramente presencial. Analisando a fase de início da vida estudantil, em geral, no máximo os pais atuam diretamente até os 7 ou 8 anos da criança. Ou seja, 5 ou 6 anos, quando marcam presença nas praticamente obrigatórias festinhas de final de ano, Dia dos Pais, Dia das Mães, enfim, datas marcantes. Quando os adultos acordam e os veem grandes, tudo já acabou e é impossível recuperar esse tempo que foi perdido, mas poderia ter sido bem mais aproveitado. Como não existe receita pronta, é preciso promover uma profunda reflexão sobre o que os responsáveis oferecem às crianças e o que poderia ser fornecido a mais. Muitas famílias de hoje passam a eles úteis e necessárias noções de cidadania, do Estado Democrático de Direito, de democracia. Muito bom mesmo, mas isso se torna um contrassenso, pois essas atividades e informações acabam por demonstrar que eles lutam por liberdade tirando a própria liberdade e cabe aos adultos solucionar essa complicada equação, que leva crianças e jovens a encontrarem sua maneira particular de lidar com a situação. Com isso, eles acabam por defender sua privacidade ao não permitir que pais ou responsáveis tenham acesso à senha do seu celular. Isso tem acontecido muito nos dias de hoje e é consequência da falta de pais e responsáveis terem deixado de aproveitar o tempo, aquele mesmo que não volta mais, aquele irrecuperável. Não existe receita para compor essa argamassa de educação familiar, pois em cada casa, ou lar, temos ética e moral particulares, cada um com pequenas diferenças e que precisam ser respeitados. Já passou da hora de se ter conhecimento de quais e de quem eles seguem nas redes sociais e o que e onde consomem informação. Filhos não são o que são. São levados a ser! Muito em função do que consomem na internet. Pai, mãe, tio, tia, avó, avô, enfim, todos os que cuidam deles, precisam sentir a real responsabilidade de preparar as crianças e os jovens a torná-los melhor do que somos.