(Freepik) A Quaresma é um período de 40 dias celebrado por cristãos em todo o mundo. É um tempo litúrgico de reflexão, oração e renovação espiritual, que busca preparar os fiéis para o culto da ressurreição de Jesus Cristo, preparando também nossos corações para a sensata e proveitosa celebração da Páscoa, o centro da fé cristã. O número 40 está vinculado a tempos de provas, preparação e renovação, um período de travessia para nos tornarmos melhores para nós mesmos e, apreendendo atitudes solidárias, oferecer auxilio àqueles que passam por nossa vida e, se repararmos bem, nos pedem, com o olhar, que estejamos mais atentos e estendamos as nossas mãos como instrumentos precisos e necessários ao indispensável auxílio. Durante a Quaresma, os cristãos são convidados a permanecer distanciados de atitudes e práticas egocêntricas, para angariar a precisa aproximação de Deus. É um tempo para o exercício da caridade, no sentido de fortalecer a fé e a espiritualidade. Muitas pessoas são levadas a abrir mão de algo aparentemente agradável para colocar em prática a verdadeira importância da disciplina e da renúncia às atitudes individualistas. Esse período possibilita receber e compartilhar sabedorias. Para os mais jovens, é uma oportunidade de aprender a escolher com o coração mais livre, bem provido do amor incondicional, atitudes felizes para si próprios e para a boa e saudável convivência. A Terra está atravessando um período de atitudes nada respeitosas, observadas nos conflitos armados e danosos que, habitualmente, aniquila pessoas inocentes que são as maiores vítimas das atrocidades, orquestradas por líderes que pretendem o poder e a dominação a qualquer custo. De nada adianta o discursar pseudo-caridoso quando, na prática, as atitudes tornam-se danosas para a humanidade e para todos os espaços, que deveriam ser mais apropriados à feliz e próspera interação. A Quaresma também deve ser tempo para reflexão sobre a vida mais solidária, uma ocasião para melhor avaliarmos nossas prioridades e buscar uma maior conexão com os nossos semelhantes. É um tempo para lembrar a importância da gratidão, da humildade e da compaixão. Celebrada de diversas maneiras em diferentes culturas e tradições, as pessoas costumam se reunir à adequada meditação que levam às reflexões benéficas, marcas da seriedade desse período, deveras importante. Independentemente de como seja celebrada, é um tempo para não esquecer da relevância do apropriado companheirismo, um momento para se conectar com algo maior em nós mesmos, buscando a imprescindível compreensão do mundo e do nosso lugar junto às pessoas, para melhor promover as pertinentes formas de se aproximar da prática de oportunas posturas que nos levam à importância da fé, do bem querer, do humanitarismo e do amor ao próximo. *Maurilio Tadeu de Campos. Mestre em Educação, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro das academias Vicentina e Santista de Letras