<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-end="514" data-start="128" dir="auto">Por que é tão difícil envolver autoridades, empresários e a própria população em projetos que defendam o oceano, cada vez mais ameaçado pela poluição, pesca excessiva, plásticos e o aquecimento global? O futuro sustentável do Planeta merece mais respeito e atenção. Os oceanos cobrem 70% da terra e são essenciais para a manutenção da vida, do equilíbrio ecológico e da economia global.</p> <p data-end="690" data-start="516" dir="auto">O tema deveria ser debatido em casa, nas escolas, nas empresas, na mídia, em eventos, em campanhas governamentais. Palavras sem ações são vagas, se perdem, não fazem sentido.</p> <p data-end="1135" data-start="692" dir="auto">Sabemos que o Brasil foi pioneiro na criação de um comitê nacional dedicado à Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, para coordenar ações e contribuições nacionais, mas o que temos de resultados? Currículo Azul nas escolas está realmente mudando mentalidades para o ambiente marinho tão prejudicado. Estamos unindo esforços para reduzir o ciclo de declínio da saúde do oceano? O que teremos para mostrar na conferência?</p> <p data-end="1434" data-start="1137" dir="auto">Os oceanos acumulam atualmente entre 75 e 199 milhões de resíduos plásticos, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. Na prática, apenas 9% dos resíduos plásticos são reciclados no mundo. Esses números revelam a necessidade de trazer o assunto para o centro das discussões.</p> <p data-end="1753" data-start="1436" dir="auto">A Praticagem de São Paulo quer fazer mais do que sua parte. Quer integrar ações que possam trazer esperança para o futuro. O uso global do plástico deve dobrar até 2060. Parece distante, mas não é. Recentemente uma informação bateu fundo: teremos mais plástico do que peixes nos oceanos em pouco mais de duas décadas.</p> <p data-end="2099" data-start="1755" dir="auto">O bom é que sempre há esperança. Em outubro de 2025 o Senado Federal publicou a aprovação da ratificação brasileira do Tratado Global dos Oceanos da ONU. Agora o Brasil está ao lado dos 74 países que se comprometeram com a defesa da vida marinha e poderá participar da implementação do acordo que entrou em vigor no dia 17 de janeiro desse ano.</p> <p data-end="2728" data-start="2101" dir="auto">Entre as principais medidas propostas pelo acordo estão criar áreas marinhas protegidas, a partilha justa dos benefícios do fundo do mar, a exigência de estudos de impacto ambiental e a valorização do conhecimento científico e tradicional na gestão desse espaço. Vamos nos preparar para agilizar ações que realmente comprovem o quanto governos municipais, estaduais e federais estão comprometidos com nosso mar. Cuidar dos oceanos é uma forma de contribuir para o desenvolvimento econômico, a saúde, a cultura, o futuro de muitos países e a dignidade humana. O oceano é todos nós e não temos muito tempo para fazer a diferença.</p> <p data-end="2744" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2730" dir="auto">*Bruno Tavares</p>