[[legacy_image_263083]] A Tribuna tem publicado diversas reportagens sobre a adolescência, os jovens e a necessidade de se dar maior atenção a esse público, especialmente após os ataques promovidos às escolas, recentemente. Faço um destaque para a matéria “Adolescência; fase que exige atenção”, escrita pela jornalista Cláudia Duarte Cunha, com entrevista do médico Maurício de Souza Lima. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Nos anos 90, já existiam estes conflitos no seio familiar, escoando para o ambiente escolar, não só no particular como também nas escolas públicas. Como vereador eleito em 1996, propus a Lei Federal 1.686/97, que foi aprovada pela Câmara e sancionada pelo prefeito, criando a Semana de Atenção ao Adolescente, e estabelecendo que em todo mês de setembro deveria haver, nas escolas municipais, palestras para os adolescentes, sobre saúde, prevenção às doenças degenerativas e contaminantes, hormônios prejudiciais à saúde, doenças mentais etc. Durante anos, em conjunto com as secretarias municipal e estadual da Educação, Senai, Sebrae e a colaboração da médica hebiatra Márcia Rodrigues, promovemos palestras para adolescentes e jovens, com a supervisão de professores e diretores das escolas. Infelizmente, essas leis, com o tempo, são esquecidas e deixam de ser praticadas, causando danos à formação de uma população infantojuvenil carente de informações estruturais. A criança é fruto do meio onde vive, portanto, é produto do que vê, sente, ouve e como é criada, alimentada, tratada sentimentalmente e educada por sua família. No dia 25 de junho de 2011, escrevi para a Tribuna do Leitor com o título: “Família, Escola”, citando que um dos piores crimes que um homem pode cometer é o da omissão; aquele que sabe ou tem conhecimento de algo e não toma uma atitude. Portanto, esses casos negativos que vêm sendo cometidos por adolescentes e adultos nas escolas são frutos, na sua maioria, das práticas no seio familiar, quando os maus tratos e agressões são praticados pelos seus progenitores. Tudo isso fica na mente e no coração das crianças e pode ser expelido futuramente. Parte da causa desses desajustes sociais crescentes está principalmente no seio familiar, refletindo no ambiente escolar, onde essas distorções podem se manifestar precocemente e serem tratados. Aqui na cidade de Santos existe a lei desde 1997, que prevê essa atenção devida dentro das escolas. Espero que a Administração, através da Secretaria de Educação, volte a realizar a Semana de Atenção ao Adolescente, a fim de instruir e encaminhá-los profissionalmente, devendo também rediscutir a existência do Conselho de Escola, com instruções aos pais e também a participação do Conselho Tutelar da Região, devendo contar também com a colaboração do Conselho Municipal da Juventude. Enfim, devemos apurar as causas e não somente tratar dos efeitos! Para se ter uma árvore viçosa e com bons frutos, é preciso tratar também das sementes; assim também é o agir com as crianças.