(FreePik) Duas reportagens, publicadas recentemente, ajudaram na abordagem do presente artigo. O tema central trata da implantação de sítios de consciência e inspira um projeto inovador, transdisciplinar, que tem como objetivo a mobilização coletiva, essencial no enfrentamento de problemas ambientais que, pouco a pouco, se agravam. A primeira, publicada em 21 de fevereiro, no jornal Valor Econômico, apresenta diversos exemplos práticos de aplicação em cidades inteligentes. A reportagem destaca o caso de Curitiba, entre outras cidades no Brasil e no mundo, que busca soluções aos problemas ambientais, de saúde e de bem-estar com base no fomento à inovação e à conscientização. A leitura atenta da matéria revela que: uma cidade para ser inteligente, com resultados práticos nas inovações aplicadas, precisa estar preparada para o novo. A segunda matéria, publicada na mesma data, em A Tribuna, tem o título Santos Recebe Projeto Ambiental e destaca que o projeto Verão Clima retornará à Cidade para conscientizar a população sobre a manutenção das praias limpas. A iniciativa, que conta com apoio da Sabesp, Cetesb e Prefeituras, está voltada para a conscientização, mas é sazonal: tem ação anual e, portanto, não investe esforços para a conscientização perene, vinculada à continuidade de resultados. Realmente, não estamos preparados para o novo. A proposta dos sítios de conscientização, em algumas partes do mundo, volta-se para a paz, liberdade, direitos humanos entre outros valores essenciais de uma sociedade e promove reflexão, memória e aprendizado, no longo prazo. Com estes propósitos, identificamos sete níveis de consciência aplicados em escala pessoal e coletiva: (1) consciência corporal, (2) emocional, (3) social, (4) profissional, (5) intelectual, (6) motivacional e (7) situacional (neste último se enquadra a consciência ambiental). Um abrangente projeto de implantação de sítios de consciência, em nossa cidade, poderia integrar equipes de várias secretarias municipais e aproximar pontos notáveis de Santos nos níveis de consciência, citados acima. Seguem sugestões de sítios de consciência adaptados para este fim: a rede de canais, o porto, o centro histórico, orquidário, aquário, o museu do Café, a linha turística de bonde, as Universidades, a estação de condicionamento de esgotos, o Monte Serrat, a casa das culturas, o parque tecnológico, a pinacoteca, entre tantos. Em síntese: um projeto inovador calcado em sítios de consciência, que aproxime, em nossa cidade, o patrimônio cultural, histórico, artístico, tecnológico e natural das atividades de turismo, lazer, geração de conhecimento, contemplação e, principalmente, conscientização. Precisamos, no entanto, estar alinhados com o novo e dispostos a dar um significado pragmático para a palavra conscientização. *Alfredo Cordella. Professor da Unisanta