(Gerado por IA) O chinês Yi-Fu Tuan, professor da Universidade de Minnesota, ganhou destaque com a obra Topofilia, um estudo de percepção, atitudes e valor em relação ao meio ambiente, publicado em 1974. O termo topofilia, criado por ele, define “o elo afetivo entre a pessoa e o lugar ou o ambiente físico”, em outras palavras dá a devida dimensão aos sentimentos de afinidade ao lugar que se vive. Logo nas primeiras páginas do livro, Tuan destaca que, pela percepção, atitudes e valores, em relação ao lugar que vivemos, podemos nos preparar para compreender, muito melhor, a nós mesmos. E completa que, sem esta “autocompreensão”, ao nível da consciência, não podemos esperar por soluções de longo prazo para os problemas ambientais que, pouco a pouco, ameaçam o equilíbrio da vida, em escala planetária. O lugar, principalmente o nosso espaço habitado, foi construído a partir de processos mentais e operacionais, em diferentes épocas, e guarda elementos preciosos e afetivos das gerações passadas, importantes fontes de conscientização e motivações para as gerações do presente. É neste contexto que operam os sítios de consciência! Os sítios de consciência são espaços de memória, alocados em áreas urbanas, em várias partes do mundo, com o objetivo maior de promover o engajamento do cidadão. Segundo a Coalização Internacional de Sítios de Consciência, existem no mundo mais de 370 sítios de consciência, espalhados em cerca de 65 países, propagando lições de história, democracia, defesa do meio ambiente e dos direitos humanos a um contingente de dezenas de milhões de pessoas. Por aqui, em Santos e Baixada Santista, temos inúmeros pontos culturais notáveis que poderiam transpor o segmento turístico e que, devidamente tratados, em um projeto integrado, passariam a ser aproveitados, também, como sítios de consciência. Uma publicação recente, em A Tribuna, tratou sobre “uma praça para reverenciar a paz” em Praia Grande. O lugar é um importante reduto cultural instalado para se refletir sobre personagens da história que atuaram em favor da paz. Com algumas adaptações práticas, a referida praça poderia se transformar em um notável sítio de conscientização em defesa da paz. É pela consciência que temos conhecimento de nós mesmos e da realidade ao nosso redor, nos alinhamos com princípios morais, decidindo entre o certo e o errado e encontramos motivações para agir. A conscientização coletiva se refere à compreensão compartilhada, por um grupo de pessoas, sobre determinada situação, problemas ou ameaças. Gera um senso de pertencimento e potencializa a necessidade de uma ação em conjunto, muitas vezes identificada como mobilização. Obs.: na “esteira” deste importante assunto vamos tratar, com mais detalhes, sobre a implantação prática de sítios de consciência em Santos e região. Aguardem! *Alfredo Cordella. Professor da Universidade Santa Cecília