[[legacy_image_266591]] Ser mãe é algo tão forte... algo tão sublime, que transforma a mulher em deusa criadora - anjo e fera que num mesmo ser se fundem, num contraste extraordinário e sem par. Ser mãe é a sublimação da criatura, desfeita em ternura humilde que arrojadamente cresce, quando ousa imitar o próprio Criador. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! No momento supremo, a mulher se vigora e agiganta! Isto porque o filho que chega a exige soberana - pronta para enfrentar a suprema batalha de trazer à luz seu mais grandioso sonho. E, dali para frente, aquela mulher, transformada em mãe, é o Anjo da Guarda perfeito, que se debruça sobre um berço e toma nos braços o filho querido com tanto amor gerado e cujo destino a Deus entrega, confiante, sem deixar de sonhar, sequer um instante, com o que o futuro lhe possa reservar. Mas a mulher-mãe é também fera, em eterna guarda, ciente de que o amanhã que se aproxima sempre estará pronto para lhe roubar aquele amado filho, usurpando-lhe o calor do aconchego, para atirá-lo nas garras cruéis de um mundo frio e sem entranhas, que, dissimulado, os espreita logo adiante. Ser mãe, portanto, é surpreender-se a cada instante. É sobrepor-se às próprias angústias em amparo aos filhos que em seus braços riem ou choram. E é também reviver, ébria de felicidade, toda vez que a vitória lhes aplaina e doura a trajetória! Ser mãe... É ter em mãos um livro aberto. Livro que, entre lágrimas e sorrisos, ela há de ler a vida inteira, sem jamais dominar-lhe totalmente o enredo, mas sempre a tentar ameniza-lo, até a última página, mesmo sem saber quando o autor pingará o ponto final. Ser mãe é procurar ser santa, ainda que longe de o conseguir. É tentar copiar os passos daquela mãe que aceitou nos dar o que de mais precioso tinha - o seu amado filho - com vistas à nossa própria redenção. Sim... Ser mãe é ser coautora do mais sublime ato de amor que se possa imaginar!... E se houver quem duvide, que pare para pensar e reorganize as ideias dentro de um padrão mais justo. E nesta data que nos é particularmente cara, que cheguem a todas as mães muitos abraços aquecidos pelo calor de um afeto sem par. Que nenhuma delas sofra a carência do amor mais sagrado que pode alentar um coração. Mágoas e incompreensões perdem a voz, quando a expressão “Mãe, eu te amo!” salta à frente de qualquer outra, trazendo consigo aquele abraço telefônico distante, a transbordar carinho na expressão mais pura daquele amor que não pode ser maior, ainda que acobertado pelas cinzas de um passageiro desentendimento. Que tais abraços cheguem encharcados de saudade, bem igual ao que vai junto desta crônica.