[[legacy_image_289693]] O mundo ESG balançou nas últimas semanas, principalmente no pilar governança. O Brasil e demais países testemunharam diversas empresas apresentando problemas contábeis, financeiros, dentre outros, que refletiram fortemente em suas reputações e criaram verdadeiras bolas de neve, atingindo diversos setores. E o mais grave desses casos é que eles não serão os últimos... Justamente por isso, executivos de todos os setores passaram a olhar com ainda mais atenção à governança corporativa que está sendo praticada dentro de suas companhias, buscando formas de aumentar a segurança, mitigar riscos e se antecipar a novas crises. Nesse sentido, existe um elemento, que pode contribuir muito e reforçar a governança corporativa: os seguros. Se formos analisar o segmento de seguros de uma forma simples e prática, nosso papel nada mais é do que nos anteciparmos aos riscos, criando soluções de prevenção e alternativas para resolvê-los antes que eles explodam. E, caso isso aconteça, atuamos de forma rápida e eficiente para minimizar os danos e reverter a situação e, finalmente, reintegrar o prejuízo sofrido dando sustentabilidade às operações das empresas. É justamente essa visão estratégica que o mercado de seguros proporciona que garante aos executivos um elemento de governança sem precedentes. Mas não ficamos apenas na contabilidade. Quando são contratados seguros de gestão de riscos cibernéticos, analisamos a vulnerabilidade das empresas, os mecanismos de controle e outras ameaças digitais, por exemplo. Talvez o mais emblemático de todos seja o seguro D&O, que de forma simples é uma modalidade que analisa as práticas de gestão das organizações para atingir seu objetivo e que, consequentemente, traz tranquilidade e proteção para executivos e CEOs, em caso de crises. É inevitável que surjam comentários afirmando que o mercado de seguros não contribuiu para impedir as crises, principalmente a brasileira. Talvez esse seja o cerne de toda essa argumentação, pois muitas empresas ainda não estão usando essas ferramentas ao seu favor, não as considerando como um elemento fundamental para o processo de governança e, também, para sua própria proteção. Infelizmente, muitos executivos ainda assumem premissas de que certo setor ou empresa é grande, forte ou importante, sendo impossível ter algum problema. Contudo, do outro lado, as empresas que levam a sério a utilização dos seguros em sua jornada de negócio, como um elemento da governança corporativa e um pilar de segurança, que ouvem, analisam e usam esses produtos como um real instrumento de mitigação de riscos são aquelas que sobrevivem às crises, apresentam crescimento e se destacam. Basta ver, novamente, o caso brasileiro. As empresas que contrataram o seguro de crédito, por exemplo, possuem mais chances de reaver parte desses prejuízos por meio do mercado segurador, mitigando um pouco os impactos das vendas e dos prejuízos. Para se ter uma ideia, o mercado estima que serão pagos entre R\$ 3,5 bilhões e R\$ 4 bilhões em indenizações no caso mais recente que estamos acompanhando na mídia. Outro exemplo é o agronegócio, que enfrentou secas e períodos chuvosos atípicos nos 2 últimos períodos e terá uma boa parte deste prejuízo sendo reparado financeiramente pelas seguradoras, o que possibilita ao produtor rural a continuidade do seu negócio. As ferramentas e os elementos para proteção, mitigação de riscos e aprimoramento da governança corporativa existem e estão disponíveis, sendo o mercado de seguros um importante aliado. Agora é fundamental adotá-los na estratégia das organizações.