(Freepik) Outubro é o mês de conscientização sobre o câncer de mama, uma das doenças mais comuns entre as mulheres no Brasil e no mundo. Em nosso País, mais de 73 mil novos casos são estimados para este ano, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Campanhas como o Outubro Rosa, que alertam e conscientizam sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, são fundamentais para aumentar as chances de cura. Contudo, a saúde da mulher vai além do câncer de mama. Outras doenças, como o câncer de ovário, também merecem atenção. Embora menos comum, o tumor de ovário é altamente agressivo e silencioso. Segundo o Inca, mais de 7 mil brasileiras serão diagnosticadas com a doença em 2024, e 80% dos casos são detectados em estágios avançados, o que dificulta o tratamento e aumenta a taxa de mortalidade. Ao contrário do câncer de mama, não existem exames de rastreamento de rotina para o câncer de ovário. Seus sintomas são inespecíficos, como inchaço abdominal, náuseas e dor pélvica, sendo facilmente confundidos com outros problemas de saúde. No caso do câncer de ovário, visitas periódicas ao ginecologista podem ser uma importante aliada na detecção precoce, especialmente para mulheres que possuem fatores de risco conhecidos. A prevenção está, muitas vezes, no cuidado contínuo e na atenção aos detalhes. Para mulheres com histórico familiar de câncer de mama ou ovário, testes genéticos para detectar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 podem ser indicados, pois estas alterações genéticas aumentam o risco dessas doenças. Atualmente, há uma consulta pública aberta para a inclusão de um novo tratamento para câncer de ovário avançado no Sistema Único de Saúde (SUS). Pacientes do sistema privado já têm acesso a essa medicação, que aumenta a sobrevida de mulheres com mutações no gene BRCA1. Com essa iniciativa, qualquer pessoa pode contribuir com suas opiniões, ajudando a moldar as políticas de saúde que afetam milhares de mulheres no Brasil. A participação cidadã nessa consulta é fundamental para garantir que o SUS ofereça tratamentos de ponta e que mais brasileiras tenham acesso a cuidados de qualidade. Assim, o Outubro Rosa deve ir além da conscientização sobre o câncer de mama, englobando também informação e conscientização sobre o câncer de ovário e do colo de útero, a atenção a doenças cardiovasculares e outras pautas mais abrangentes, como o planejamento materno. A prevenção continua sendo o melhor caminho e o conhecimento é a chave para decisões informadas sobre a saúde da mulher em nosso País.