(Vanessa Rodrigues/AT) Um coral se faz com diversas vozes. Em Santos, temos o Zanzalá, o Coral da Alfândega, o Broadway Voices Coral Show, o Grupo Vozes - Sindicato dos Bancários de Santos, apenas citando alguns. O Clube do Choro, nas apresentações ao ar livre, na Ponta da Praia, atrai público de todas as idades. Vocalistas admiráveis se apresentam em bandas famosas no Sesc, no Teatro Municipal Braz Cubas, no Coliseu e no Valongo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na Casa das Culturas de Santos, sob a curadoria impecável de Flávio Viegas Amoreira, a multiplicidade é parte intrínseca da programação, trazendo a arte em diversas expressões, oportunizando a participação de antigos e novos grupos, acolhendo todos que têm algo para compartilhar. A casa é aberta a violonistas, guitarristas, bateristas, percussionistas e outros músicos conhecidos na Baixada Santista ou novatos, em busca de espaço para se apresentarem. Aos sábados à tarde, a programação começa com oficinas literárias realizadas pelo próprio curador, que é poeta e escritor notável, recomendando leituras e incentivando a escrita em prosa ou verso. As composições são lidas ao público, na semana seguinte, abrindo também espaço para grupos literomusicais, Poetas Vivos, Cantigas Praianas, Sarau Santista (Academias: Santista de Letras, Vicentina e Praia-Grandense, entre outras). Flávio convida artistas da BS e de São Paulo, especialmente da Casa das Rosas, espaço cultural onde, há muitos anos, leva sua obra. A intensa programação no Valongo, área do Centro e do Porto de Santos, atrai público imenso, fomentando o comércio e agitando praças e ruas, despertando os velhos casarões, onde acontecem shows, feiras artesanais e criativas, valorizando o trabalho popular e de reciclagem. Considerando a pluralidade artística desta Santos, o arquiteto José Geraldo Gomes Barbosa, propõe palcos multiuso para o Valongo, algumas praças e outras áreas compatíveis. Os palcos multiuso na Europa são estádios que podem ser usados para diversos eventos, como jogos de futebol, shows e competições de handebol. Fruto de uma parceria público-privada, o Grand Stade Lille Metropole, no Norte da França, a 200 km de Paris, ganhou um novo estádio com conceito multiuso, que pode ser transformado em uma casa de espetáculos de alto padrão internacional, em 24 horas. A iniciativa promete colocar a região no mapa dos grandes shows. O Lille não tinha estádio próprio, e precisava pagar para usar o Stade Lille com 17 mil lugares, a 1,5 km do atual. Sem gastar um centavo, o clube agora tem uma casa com capacidade para 50 mil torcedores. Esses espaços me fazem lembrar do Rolidei, que bem mostra a vocação de Santos para ser multipliCidade. Uma área ‘esquecida’ do teatro municipal ong Tamtam transforma-se no espaço multiuso Rolidei, com arquibancadas removíveis para apresentações de teatro, dança, shows musicais, desfile de modas, coral… O Baile da Cidade, comemorando os 479 anos de Santos, foi realizado no Santos Convention Center, onde acontecem feiras artesanais, exposições e gastronomia, pois o espaço se modifica para atender diferentes demandas. Finalmente, lembramos que o Santos Futebol Clube pretende construir um novo estádio. E provocamos a diretoria: que tal surpreender a cidade de Pelé, Pepe, Zito, Clodoaldo, Edu e Neymar, com um estádio multiuso?