[[legacy_image_283439]] Estamos vivenciando um momento político ímpar, quando a Constituição Federal está sendo ignorada, inclusive suas cláusulas pétreas, excluídas dos processos nos Legislativos. Uma reforma tributária, extemporânea, pois há 35 anos está na pauta nacional, é aprovada a toque de caixa em uma semana, sem ouvir a sociedade civil representativa, onde propostas dos estados mais geradores da economia do País são relegadas e os deputados federais, em quem o povo votou, sequer puderam apresentar emendas propositivas à neófita reforma. Esquecem os governos Federal e estaduais, e também os congressistas, que a população brasileira está envelhecendo, como acontece com vários países: Japão, China, Espanha e França, onde a população se rebelou com a alteração das idades para aposentadoria. Um ex-senador e ex-governador dizia: “A verdadeira democracia começa nas cidades; e nelas que o povo (cidadãos) utiliza os serviços públicos e sociais como Saúde (em todos os seus segmentos médicos), educação (desde a creche, educação infantil, fundamental, profissional), habitação com dignidade, obras públicas nos sistemas viários em condições satisfatórias de mobilidade”. Essa reforma tributária, precoce, quer eliminar o imposto suporte da economia municipal, o qual sustenta e suporta grande parte das despesas municipais, que é o ISS (Imposto Sobre Serviços). A cidade de Santos, onde os serviços públicos atendem não só a própria população, mas grande parcela dos moradores de toda a região metropolitana, entrará num caos econômico social. Qual é o motivo de tanta pressa, em fazer tal reforma omitida por 35 anos? Esperamos que os nossos representantes estaduais e federais solicitem ao nosso governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) que pense na população do Estado. Aproveito um momento para solicitar aos nossos deputados federais que interfiram em outra questão, que também diz respeito à população, especialmente a idosa: devido ao vergonhoso aumento dos benefícios do INSS para os aposentados, pensionistas e outros beneficiários, que gastam grande parcela do que recebem nas despesas com medicamentos de uso contínuo, os quais têm valores absurdos, que possam esses gastos ser declarados no imposto de renda, com possível retorno de parte desses. Solicito, ainda, atenção prioritária com os planos de saúde e melhorar os orçamentos da previdência social, devido ao envelhecimento da população. Essa situação, em breve, representará uma séria crise na economia nacional. Lembro mais uma vez a classe política que o País está envelhecendo, com a consequente queda na força de trabalho e o aumento das despesas previdenciárias.