(Freepik) Um dia, a gente se pega implicando com coisas inusitadas. As calçadas, por exemplo. De fato, percebo que elas estão ali, mas mal as valorizamos, pois nos locomovemos em máquinas. Apesar do óbvio valor, não são percebidas já que acomodam carros, nelas moradores descartam lixos, viram espaços variados de comércios, mas, sobretudo, depósito de cocô de cachorro. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Quanto ao seu trottoir, tem calçamento irregular e mesmo inseguro, como consequência do uso de pedras que chamam de portuguesa. Indômitas, estas se soltam e uma única delas abre um buraco enorme, ocasionando tombos em quem não se concentra nas suas lombadas, desníveis e crateras. Outra coisa que aflora na mente libertina é que as prefeituras plantam árvores com raízes indomáveis, que, rebeldes, sobem para a superfície levantando e destruindo os pisos. Não seria mais racional só plantar árvores cujas raízes concordem em ficar subterrâneas? Chama atenção, também, o modelo de engenharia ‘ao contrário’ existente no nivelamento das pistas nas curvas e em viadutos, pois muitas vezes estas são para fora, quer dizer, no sentido oposto ao correto! E os carros ‘dançam’ nas poças d'água, pois, em vez de haver uma inclinação que jogue a água para fora da pista, fazem exatamente o contrário. Em Santos, fizeram uma obra magnífica na entrada da cidade (há longas décadas necessária!). Mas, a primeira chuva inundou tudo e parou a circulação, como acontecia antes da demorada e custosa reforma. Quer dizer, ficou bonito, mas só funciona se não chover! Ah, e tem a linda e famosa ciclovia, que contorna a bela avenida da praia. Apesar de por ela só passarem bicicletas (leves e individuais), o piso, sua tinta vermelha e a sinalização têm que ser refeitas de tempos em tempos. Como assim? Concluo que devem compor o princípio da obra ‘infinita’, para sempre alguém reconstruir (e lucrar). Minha vadia memória acaba de resgatar a questão dos semáforos de São Paulo, que apagam mesmo nas chuvas mais fracas. Li que o prefeito optou por comprar um complexo e moderno sistema de sinalizadores de trânsito com tecnologia argentina, descartando um concorrente europeu, pois o portenho era “próprio para países tropicais”. Como assim, se vejo que sempre desligam até com neblina? Ah, e tem a questão das tampas de bueiros que batem dia e noite e ... bem, melhor deixar prá lá! Certo que existem muitas coisas corretas e bem-feitas, mas estas ficam para outra hora. Agora, sossega mente, sossega....