(Imagem ilustrativa) Como profissional das ciências exatas, sempre adotei uma abordagem racional e cartesiana para entender o mundo, o que me afastava das teorias da conspiração. No entanto, hoje, apesar de ter tentado acreditar que se tratava apenas de mais uma especulação, percebo que até os mais céticos começam a questionar se não há algo mais por trás do que parece ser uma simples teoria. Nos últimos anos, a política brasileira tem sido alvo de severas críticas, principalmente em relação à condução do país durante mais de uma década. Termos como “cleptocracia” - apontados, inclusive, por membros da Suprema Corte de Justiça - passaram a ser usados para descrever o cenário político da época. Essas críticas se espalharam rapidamente, principalmente graças ao poder de alcance das redes sociais. Diante desse quadro, a indignação tomou conta da população. Muitos, que antes acreditavam nos políticos da época, começaram a perder a confiança. No entanto, o tempo passou e, à medida que o sistema político foi sendo questionado, surgiram novas ameaças ao status quo. E a pergunta que surge é: será que aqueles que criticaram o sistema mudaram de opinião repentinamente? Ou houve algo mais por trás dessa mudança de postura? Uma possível explicação pode ser encontrada em uma teoria da conspiração: “Precisamos de alguém carismático e com grande capacidade de obter votos. Daremos a ele algum poder, mas o controle continuará conosco, nos bastidores”. “O problema é que só temos uma alternativa com essas características. Não é exatamente o que queríamos, mas é o que temos!” “Então, precisamos limpar a barra dele!” “Isso é impossível!” “Não se preocupem, é fácil fazer o povo esquecer o que dissemos!” Algum tempo depois: “Estamos perdendo o controle. Precisamos sair dos bastidores por um tempo!” “Ih! Não conseguimos voltar aos bastidores. E agora?” “Agora é seguir em frente, porque atrás vem gente!” O que parecia ser uma tarefa simples e provisória - salvar a nação através do resgate da imagem de um político duramente criticado, até condenado pelos seus malfeitos, e transformá-lo no “salvador da pátria” - se tornou um processo longo e permanente, com consequências ainda mais complexas para a democracia. A malfadada estratégia, que deveria ser uma solução temporária, se tornou uma realidade que continua a gerar desdobramentos. E agora, qual será o futuro dessa trama política? *William Horstmann. Engenheiro, ex-executivo e consultor