A bolsa de valores pode parecer distante da rotina da maioria das pessoas. Para muitos, ela lembra gráficos, siglas, investidores e números difíceis. Mas as decisões tomadas por empresas de capital aberto chegam à vida real: podem influenciar empregos, serviços, investimentos, fornecedores e a confiança na economia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Essas empresas estão mais próximas do cotidiano do que parece. Estão no banco onde recebemos salário, na energia que chega às casas, no saneamento, nos alimentos, no varejo, na saúde, na logística, na tecnologia e na infraestrutura que movimenta o país. Companhias abertas são empresas que negociam ações no mercado. No Brasil, segundo a Comissão de Valores Mobiliários, havia 682 companhias abertas com registro ativo ao fim de 2025. Considerando também companhias estrangeiras e incentivadas, eram 704 registros ativos. Esses números representam mais do que empresas listadas em cadastro. Representam parte importante da engrenagem econômica. O PIB, soma de tudo o que o país produz em bens e serviços, chegou a R\$ 12,7 trilhões em 2025, segundo o IBGE. Empresas bem governadas ajudam a sustentar atividade econômica, renda, inovação e desenvolvimento. Empresas mal conduzidas podem gerar prejuízos que ultrapassam acionistas e chegam a trabalhadores, consumidores, fornecedores e cidades. Também não se trata apenas de grandes investidores. Em 2025, pessoas físicas movimentaram R\$ 517,3 bilhões em ações no mercado à vista da B3, revelando a presença crescente de cidadãos comuns nesse ambiente. Por isso, a governança dessas empresas importa. Uma decisão mal tomada não fica restrita à sala de reunião. Pode afetar a segurança de um investimento, a continuidade de um serviço, a geração de empregos e a confiança de quem acredita naquela organização. É nesse ponto que o conselho de administração se torna essencial. Ele precisa olhar além do lucro imediato, acompanhar riscos, cobrar transparência, proteger a reputação, respeitar acionistas minoritários e garantir que o crescimento seja construído com responsabilidade. Bons números importam, mas não bastam. A forma como o resultado é construído também importa. Conselhos preparados, independentes e diversos ajudam a fazer perguntas melhores e a evitar decisões que parecem boas no presente, mas podem custar caro no futuro. Companhias abertas lidam com dinheiro, confiança e futuro. Por isso, governança não é detalhe. É proteção para investidores, trabalhadores, consumidores, empresas e para a própria economia. Quando a confiança se perde, nenhum balanço conta a história inteira.