Os professores são importantes em todas as fases da vida das pessoas dos mais variados níveis e que estudam as mais diferentes matérias. Nos primeiros anos de vida, os mestres auxiliam nas primeiras palavras, transmitem ensinamentos básicos no Ensino Fundamental I e II e, no Ensino Médio, trabalham e orientam para que os jovens encontrem o caminho da profissão que mais se encaixa nas suas habilidades. E continuam depois, nos cursos universitários, pós-graduação, doutorados e MBA. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A profissão de professor, que já foi esculhambada por um político ao dizer que era a última escolha de carreira, merece ser respeitada e cada vez mais valorizada, pois são eles que formam os cidadãos do futuro. Nos últimos tempos, observamos a formação de jovens hiperindividualistas, muito em função das facilidades oferecidas pela internet, presente no dia a dia de praticamente todas as pessoas. Essa situação de ter quase sempre à mão informações e muita gente conhecida favorece a redução e, até mesmo, a perda das essenciais conexões humanas. Basta um toque no celular e lá estão todos que você conhece e com quem se comunica sem sequer precisar sair de casa. O caminho para se proteger desse complicado tipo de situação passa pelos professores, pois nenhuma empresa que vende seus produtos na internet e corre atrás dos famigerados cliques vai querer alertá-los sobre a necessidade de limitar seu tempo nas redes sociais, reduzir as horas diante das telas dos computadores e celulares e bloquear alertas, de qualquer tipo de avisos ou mensagens que os afasta do contato pessoal. Todos esses pontos geram retorno para as empresas, mas debilitam a saúde mental de jovens, de adolescentes e até mesmo de adultos. Nas salas de aula, seja do nível escolar que for, os mestres são o bom alerta que eles precisam para diminuir o tempo na internet e aumentar o contato humano. Aí sim eles terão a oportunidade de interagir e evitar a solidão que acontece mesmo conectado com milhares de pessoas a um simples toque. Nos tempos de hoje - na verdade já há alguns anos - não há como evitar a internet. Tudo está lá, desde uma simples resposta a uma questão burocrática, até a inscrição para escolas, compra de bilhetes para shows, para jogos esportivos, tudo está lá. Nem é preciso ir mais ao mercado. Basta escolher e receber em casa. Tudo muito fácil. O que crianças, adolescentes, jovens e adultos carecem é ter equilíbrio no uso da tecnologia e lembrar que tudo em excesso tende a ser prejudicial à saúde física e mental e redireciona do perigoso individualismo para o mais nocivo ainda hiperindividualismo. *José Roberto Chiarella. Educador, professor de Educação Física e coordenador do Colégio Objetivo na Baixada Santista na cadeira de Direito e Cidadania e Formação para a Vida e LIV (Laboratório Inteligência de Vida) e advogado com especialização em Direito Digital