(Adobe Stock) Neste mês de outubro, em que o foco para a prevenção do câncer entre as mulheres ganha força, sinto que preciso testemunhar como esse cuidado é essencial. As mulheres são naturalmente ou por força da cultura, cuidadoras. Por isso, em prol de cuidar de outras pessoas acabam esquecendo de si mesmas e não se cuidam. Na verdade, colocam-se em segundo ou até último plano. Sei bem como é isso porque cuidei de meu pai com demência e entendo o quanto o cansaço nos leva a deixar para depois tudo o que se refere à nossa saúde. Esquecemos que quem cuida, também precisa ser cuidado. Bem, sistematicamente, todo ano faço meus exames em novembro. Acreditava que haveria menor número de pessoas fazendo exames e também pela rotina que criei. Em maio vou à cardiologista, em novembro exames e consultas ginecológicas, dentista uma vez a cada semestre. Deixo esta dica, crie rotina de autocuidado. Feche sua agenda, programe-se para estes momentos. Infelizmente, para minha surpresa, ao levar o resultado dos meus exames de rotina, recebi ao invés do sorriso, a expressão de preocupação acompanhada da frase “vamos fazer mais exames para averiguar”. Não me desesperei. Sempre sou muito otimista e acreditei que os resultados dos exames mais específicos apenas mostrariam que tinha havido um engano. Não foi o caso. Desesperei-me. Eu não acreditava que isso estivesse acontecendo comigo. Afinal, não tinha nenhum sintoma! Eram exames de rotina! No fundo, eu acreditava que os exames seriam sempre indicadores de boa saúde porque eu tinha uma vida saudável. Frente a um resultado de carcinoma, um milhão de histórias vêm à nossa mente. E começamos a nos render e crer num final fatídico e imediato. Inicialmente, você começa a viver apenas para agendar exames, pedir autorização, fazer exames, buscar resultados e ir a médicos. A ansiedade começa a dar as caras também constantemente. As terapias com florais, cores, mindfulness e ioga foram muito úteis neste período. A equipe multidisciplinar que me atendeu foi bárbara e o apoio dos familiares e amigos foi fundamental para chegar até aqui. Há vários tipos e inúmeros tratamentos distintos. Creio que além dos tratamentos, a fé, o apoio das pessoas e a positividade têm um papel preponderante. Neste mês, tudo o que posso recomendar para todos, homens e mulheres, é que cuidem de vocês. Não se abandonem e façam os exames periódicos e preventivos. Um diagnóstico pode salvar vidas ou melhorar muito a qualidade de vida. *Ana Maria Santos da Silva. Educadora