(Agência Brasil) “É hora de pacificar o País”, disse Lula ao ser eleito presidente em 2022. Uma frase de efeito, que teria sentido se fosse levada a sério pelo próprio autor. Mas, não! Em pouco mais de dois anos de governo, o petista esqueceu do que disse; voltou a jogar gasolina na fogueira da polarização e convocou a militância para confrontar Jair Bolsonaro (PL) e a direita. O motivo é claro: Lula está de olho na reeleição. Para isso, precisa tirar o foco da fraca e confusa gestão que está fazendo à frente, pela 3ª vez, do Brasil: “Como o povo vai falar bem do governo se a gente não está entregando?”, admitiu o presidente. O sincericídio de Lula levou o marqueteiro do PT e ministro das Comunicações, Sidônio Palmeira, ao desespero, uma vez que escancarou e legitimou o que todo brasileiro percebe no final do mês. O governo petista está sem rumo e sem chances de colocar o País em ordem econômica até 2026. Apesar da propaganda, a inflação escapou do controle. A picanha não chegou, como se prometeu em campanha. Muito pelo contrário: da farmácia ao combustível, nos supermercados e nas feiras, o custo de vida está cada vez mais alto. E não é só isso: a gastança inconsequente e a falta de comprometimento da União com as contas públicas trazem à tona a falta de credibilidade financeira do Brasil - aqui e no exterior. Isto significa juros e dólar nas alturas. Se não bastasse isso, o governo petista é um oceano de ideias confusas. Foi assim, por exemplo, com o Pix, por força de um eventual monitoramento, na recomendação para os planos de saúde incentivarem a mamografia após os 50 anos (protocolei um projeto de lei a fim de evitar este retrocesso) e na insistência em aparelhar as estatais com “companheiros” que nada entendem da matéria. Veja os Correios: após anos de superávit, em 2024 a empresa registrou um rombo financeiro de R\$ 3,2 bilhões. A Venezuela do ditador Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela) continua do lado esquerdo do peito de Lula, assim como a deslumbrada primeira-dama do Brasil, Janja da Silva, que sem voto ou cargo emprega um séquito de assessores bem remunerados. E tudo isso sob o sigilo de cem anos - que, até pouco tempo atrás, a esquerda brasileira rechaçava. Recente pesquisa Genial Quaest mostrou que a popularidade e a aceitação do presidente estão caindo, inclusive no Norte-Nordeste - território eleitoral caro para o PT. A luz amarela acendeu e Lula lançou mão, novamente, do “nós contra eles”. A dura e cruel batalha pelo poder já começou! Em breve, o Brasil será palco de mais uma disputa política fratricida. A Batalha dos Bonés nos corredores do Congresso Nacional – “O Brasil é dos Brasileiros” x “Comida Barata Novamente - Bolsonaro 2026” – é o lado jocoso do que ainda vem por aí. *Rosana Valle. Deputada federal (PL)