A Fiesp entende que esse setor tem sido favorecido pelo bom desempenho da categoria (Miguel Ângelo/CNI) Desenvolver uma política industrial adequada ao setor de máquinas e equipamentos exige uma abordagem multifacetada que aborde os desafios específicos enfrentados pela indústria e aproveite as oportunidades disponíveis. Assim, a relação entre política industrial, produtividade e desenvolvimento é fundamental para um crescimento econômico sustentável e inclusivo. Políticas industriais bem elaboradas estimulam a produtividade e, consequentemente, promovem o desenvolvimento econômico. Da mesma forma, altos níveis de produtividade podem contribuir para o desenvolvimento ao permitir um crescimento econômico mais rápido e sustentável. A integração eficaz desses elementos é fundamental para o sucesso de qualquer estratégia econômica que vise o crescimento do Brasil. Todos sabemos que o setor de máquinas e equipamentos desempenha um papel fundamental na economia de qualquer país, atuando como a espinha dorsal da atividade produtiva e contribuindo significativamente para a competitividade global. No entanto, para que o país possa atingir todo o seu potencial, é essencial que haja uma política industrial eficaz e adaptada às suas particularidades, que permita a ampliação do seu estoque de capital produtivo com máquinas modernas e sofisticadas. No atual momento, percebemos que o Brasil se encontra em uma encruzilhada econômica, em que a eficácia da sua política industrial pode determinar seu futuro na economia global. Mas não está só – nações como Coreia do Sul, Estados Unidos, Alemanha e China, entre outros, têm implementado políticas industriais robustas, também fomentando a inovação, a sustentabilidade e a competitividade. Ainda que haja dúvidas relacionadas ao tipo de instrumentos de políticas industriais ou em que medida os gastos orientados para esta finalidade retornarão em forma de benefício a toda a sociedade, prevalece a certeza sobre sua importância no desenvolvimento do país. Neste mês, vamos aprofundar o tema no 9º Congresso Brasileiro da Indústria de Máquinas. Esperamos que traga respostas importantes ao debate público, principalmente porque sabemos que a política industrial é uma ferramenta poderosa para moldar o desenvolvimento econômico e melhorar a produtividade. No entanto, para ser eficaz na era contemporânea, ela deve evoluir para abraçar a flexibilidade, a inovação e a colaboração. Ao adotar uma abordagem mais adaptativa e orientada para o futuro, os países poderão enfrentar os desafios globais e criar economias mais resilientes e prósperas. A capacidade de um país de se ajustar e inovar será, sem dúvida, o fator determinante para seu sucesso no cenário econômico global. Plagiando Charles Darwin, não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças. Isso vai valer para o nosso setor. *Gino Paulucci Jr. Engenheiro, empresário e presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq)