A crítica situação das pessoas em situação de rua é o maior problema de política pública urbana na Baixada Santista (Alexsander Ferraz/AT) Lendo o Jornal A Tribuna nos dias 13, 21, 26 e 29 de novembro, quatro reportagens me chamaram a atenção. A primeira matéria disse que Santos é a terceira cidade do Estado de São Paulo em número de pessoas em situação de rua, sendo a maior na Baixada Santista e a 13ª do Brasil, segundo o Observatório Nacional dos Direitos Humanos (ObservaDH) do Governo Federal. O relatório também se baseia nos registros do Cadastro Único (CadÚnico), com dados até 2023. Já a segunda matéria anuncia que Santos espera 3 milhões de turistas na próxima temporada de verão. Somando os turistas que vêm a Santos com os demais municípios da região, estão estimados 13 milhões de pessoas em toda a região. A terceira matéria, publicada com o título “Insegurança e chuveirinhos quebrados: queixa na orla”, traz o ato consumado das preocupações. Diz a matéria que tentativas de assalto, quantidades elevadas de pessoas em situação de rua e chuveiros quebrados são algumas queixas recentes relacionadas à orla de Santos. No dia 22 de novembro, conversei com comerciantes da Avenida Pedro Lessa e eles me relataram um número elevado de pessoas em situação de rua ocupando e dormindo nas portas das lojas, deixando montes de lixos e dejetos nas calçadas. Por fim, a quarta matéria, com título “Ação de sem-teto afeta Clube dos Ingleses”, mostra que o Clube dos Ingleses, no José Menino, em Santos, tem sofrido com ações de pessoas em situação de rua. A questão é a quantidade exagerada de indivíduos, um grande problema que se intensificou após a instalação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). No dia 28 do mês passado, ocorreu um horroroso crime em Praia Grande, com briga entre pessoas em situação de rua e uma morte a facadas, em via pública, em fato divulgado nas redes sociais, No ano passado, vale lembrar, uma pessoa que vive nas ruas matou com cacos de uma garrafa um quiosqueiro no Boqueirão. A crítica situação das pessoas em situação de rua é o maior problema de política pública urbana na Baixada Santista e tenho a convicção de que isso precisa ser resolvido pelos nove prefeitos da Baixada Santista, de forma conjunta. É importante que o Governo do Estado também participe da busca por uma solução, com maior aporte da Secretaria Estadual de Promoção Social, pois é também da sua responsabilidade esta situação que já aflige a população da Baixada Santista. Portanto, espero que todos os prefeitos, juntamente com o Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb), solucionem este grave problema e não o joguem para debaixo do tapete da omissão política, pois isso é um crime de prevaricação. *Presidente da Associação de Moradores do Bairro Aparecida, ex-vereador e membro do Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano