[[legacy_image_322320]] O fato de ainda encontrarmos por aí quem defenda a moderação, deveria servir para algumas reflexões. As vantagens do comportamento moderado são muito perceptíveis quando nos referimos, por exemplo, à saúde. As pessoas moderadas na alimentação, na contínua prática de atividades físicas, na bebida e até nas horas de sono, claramente percebem essas vantagens nos seus eventuais exames médicos, cujos resultados se mantém dentro dos limites adotados pelos especialistas, consequentemente evitando o uso de qualquer tipo de medicamento ou tratamento. Lamentavelmente isso não se reproduz quando nos referimos ao posicionamento político. Pessoas que acreditam em moderação na política, infelizmente não conseguem enxergar os resultados como os dos exames de saúde. Muito diferente disso! Na verdade, significa serem eternamente criticadas e incompreendidas e isso aumentou mais ainda nesse Brasil de hoje, dividido entre dois extremos. Aqueles que se posicionam nos extremos, por perceberem que esses moderados não compactuam exatamente com aquilo que acreditam, os enxergam como os legítimos representantes do extremo oposto àquele que defendem, além desses, existem outros representantes dos extremos, cuja exigência é: “Você tem que se posicionar!” ou “Saia de cima do muro!” De qualquer forma, eu lamento! Nós, os moderados, não conseguimos abrir mão de determinados princípios que infelizmente enxergamos estarem hoje aparentemente adormecidos. Sinceramente, acho que até devemos respeitar algumas posições tanto da direita como da esquerda, embora não necessariamente concordemos com todas elas. Mas, por favor, não nos peçam para respeitar e admirar populistas criminosos condenados nem populistas descontrolados que envergonham o país no contexto internacional. Na visão dos moderados, o “vale-tudo” em nome da defesa de uma ideologia, não pode ser aceito de forma tão fácil e serena. É compreensível que todos nós tenhamos nos acostumado com governantes populistas, pois eles estão presentes desde há muitas décadas em nosso país. Sim, desde os tempos de Getulio Vargas e obviamente também estão presentes em outros países. Com certeza na América do Sul, sem muito esforço, encontraremos alguns. Mas, será que na segunda década do século 21 já não deveríamos ter superado essa necessidade de admirar populistas? Para aqueles defensores do principal candidato da direita, a pergunta a ser feita é: será que vocês não perceberam que talvez tenham que parabenizar um condenado em várias instâncias por ele ter conseguido eleger um populista da direita? E, para os defensores do principal candidato da esquerda, pergunte-se: será que vocês também não perceberam que talvez tenham que parabenizar um destruidor da imagem do Brasil, por ele possivelmente voltar a eleger um populista da esquerda? Até quando teremos que enfrentar esse pêndulo entre populistas?