(FreePik) Observo a tela repleta de cores, pintada por um famoso artista, e passo a admirar a natureza retratada no quadro. Logo depois, nesses tempos tão duvidosos, decido sair à rua e me deparo com a natureza viva, em movimento. Eu e ela em plena simbiose. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os espaços ao ar livre precisam ser usufruídos, mas será necessário que o façamos com mais serenidade e cautela, evitando atividades nada compatíveis com os nossos momentos incertos. Será preciso colocar em prática a solidariedade e o respeito a nós mesmos e aos nossos semelhantes. Sei que faço parte dessa natureza, pois dela dependo para poder viver com serenidade, segurança e em equilíbrio com outros seres tão diferentes de mim, mas tão iguais nos anseios para o completo retorno da nossa digna sobrevivência. Vislumbro o azul do céu e o verde da vegetação a refletirem seus nuances na superfície do mar da grande, calma e singular baía de Santos. E vou, como um dos muitos caiçaras, a conviver e usufruir de todas as energias apreendidas, em busca do contínuo e necessário equilíbrio para que a existência saudável nos abrace e nos torne felizes. Faz-se indispensável agradecer pelo canto dos pássaros, pelo colorido das flores, pelos sabores dos frutos e por tantos outros presentes que recebemos e que, em contrapartida, precisamos retribuir, colaborando para que o ecossistema esteja pleno em equilíbrio e nos forneça o alento tão necessário. Lembro, então, de fragmentos de uma canção de um antigo compositor e, de repente, sigo a parafrasear: “Quero ver o sol acima do muro / Quero um refúgio que seja seguro / Uma nuvem branca a embelezar o céu azul / Uma pura estrela de ar respirável / Um rio claro de água potável / Quero deslizar pelas cachoeiras / Pintar o mundo de belo arco-íris / Poder girar nas asas do girassol / Fazer cristais com gotas do orvalho / Beijar de leve a face da Lua...” A canção evidencia alertas para que possamos cuidar mais e melhor da Terra, a partir da nossa casa, do nosso quintal, da nossa cidade... Queremos viver melhor. Precisamos, porém, assumir compromissos para que a simbiose ansiada possa ser exercida em toda a sua plenitude. E, creio, será preciso muita paciência para conservar o nosso planeta, “a nossa casa”, em ordem. Recebemos um mundo bom dos nossos antepassados e precisamos deixá-lo melhor para os que irão recebê-lo de nós. É necessário que nos preparemos e façamos a nossa parte, de mãos dadas, caminhando juntos. Sejamos partes integrantes da natureza respirável, para que possamos estar, em futuro breve, livres de quaisquer impedimentos e nos tornemos seres mais integrados ao nosso mundo desejado, limpo, saudável e duradouro, um grande espaço de convivência respeitosa e harmoniosa. E, como nos pretendeu dizer aquele compositor, de puro ar respirável para o nosso ansiado equilíbrio e para a nossa cabal felicidade. *Maurilio Tadeu de Campos. Professor, escritor, presidente da Contemporânea - Projetos Culturais e membro da Academia Santista de Letras