(Gerada por IA) Há uma piada muito interessante com ensinamento para pessoas e governos. Por restrição de espaço e, especialmente, para não ser acusado de praticar “qualquercoisafobia”, é preciso desidratá-la aqui. Ficará sem graça, mas sua mensagem será preservada. Ao voar numa zona de forte turbulência, o comandante da aeronave determina a suspensão do serviço de bordo (o PIB dos EUA é de US\$ 29,18 trilhões). Inconformado, um papagaio começa a gritar pedindo comida (o PIB de Pindorama é de US\$ 3 trilhões - por volta de 10% do PIB da maior potência econômica do planeta). A comissária de bordo, preocupada com a postura da ave, procura o comandante para receber orientações. A comida é servida ao papagaio (os EUA são nosso 2º maior parceiro comercial). Na poltrona ao lado, um homem, que acompanhava tudo atentamente, segue o exemplo e começa a gritar pedindo comida (somos apenas o 16º parceiro comercial dos EUA). A comissária informa ao piloto que, no momento, há outro passageiro querendo comer. O comandante diz à comissária para colocar em prática o plano B (importamos dos EUA produtos manufaturados de alto valor agregado). A tripulante, então, solicita gentilmente ao papagaio e ao senhor ao lado que a acompanhem (exportamos essencialmente commodities para os EUA. E se resolvessem tarifar nosso petróleo, reduzindo sua competitividade? O Tio Sam poderia comprá-lo da Arábia Saudita ou qualquer outro exportador de expressão. E, nós, arrumaríamos outro comprador com celeridade? E o que aconteceria com o preço de nosso ouro negro?). Abre a porta do avião e atira os dois para fora. O papagaio calmamente abre as asas, olha para o homem em desespero e diz: “Cara, para quem não sabe voar, você é muito folgado!” Os EUA ameaçam impor tarifas comerciais a nossos produtos. Pelo breve currículo que menciono em minhas crônicas, é possível perceber que não possuo formação acadêmica em diplomacia. Deixo a solução para nossos diplomatas - aliás, reconhecidos como dentre os mais hábeis do mundo. E temos que nos livrar do complexo de vira-lata, como defenderia Nelson Rodrigues. Mas a questão é outra: em eventual imposição de tarifas recíprocas por nós e pelos EUA, afinal, quem seria o papagaio da história? *Arnaldo Luis Theodosio Pazetti. Coronel da PM, advogado e escritor