(Vanessa Rodrigues/AT) No mês em que celebramos nossos avós, que contam com uma data exclusiva para eles no próximo sábado, fico feliz por ter a oportunidade de dividir com os leitores de A Tribuna o meu gosto pela comunicação e o quanto a minha tia-avó Isabel foi importante nessa jornada. Lembro de ver telejornais desde os 8 anos e ler jornais a partir dos 13. Na TV, a minha tia-avó não ficava um dia sem tomar seu café para assistir ao jornalista Boris Casoy, famoso pelo bordão “isso é uma vergonha”. Em sua simplicidade, ela sempre me dizia que era importante ficar bem informado sobre tudo o que se passa no mundo. Com o passar do tempo, meu apreço pela comunicação só cresceu. Na TV, entre uma programação infantil e outra, lá estava eu prestando atenção nas notícias. Aos 13 anos, tomei gosto pela leitura e não parei mais. Comecei com gibis e fui para as revistas de esporte, viagens e videogame. Perto de minha casa havia uma biblioteca municipal, dentro da Policlínica Rádio Clube, em Santos, e aí me apaixonei pelos livros (principalmente da Série Vaga-Lume) e pelo jornal impresso. Acabei me tornando um frequentador assíduo da biblioteca. Gostei tanto de ler que, mesmo que eu tivesse de ir ao local para pesquisar alguma matéria da escola na Enciclopédia Barsa e fazer anotações no papel almaço, sempre dedicava um tempo para ler o jornal do dia e alugava, por tabela, um livro. Lembro que perto de casa, lá no Rádio Clube, havia um senhor, o Seu Armênio, com cerca de 70 anos. Ele era dono de uma pequena fábrica de espumas e assinava A Tribuna. Dessa forma, quando eu não estava na biblioteca, pegava emprestado o jornal dele para ler tudo, em especial os cadernos de Esportes e Turismo, sonhando um dia viajar para o exterior e conhecer a Itália - algo que se concretizou em 2023. Outra lembrança de minha infância que me aproximou ainda mais de A Tribuna tem a ver com os Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996. Na época, o jornal lançou uma coleção de fascículos com a história olímpica e as regras dos esportes que seriam disputados naquele ano nos Estados Unidos. Colecionei tudo. Eram outros tempos: lembro que no vôlei havia a vantagem e os sets terminavam quando um time atingia os 15 pontos, bem diferente de hoje em dia. Hoje, sigo nessa jornada, acompanhando diariamente as notícias graças ao incentivo de pessoas como minha tia-avó Isabel e Seu Armênio, que me ajudaram a ser um apaixonado pela leitura e pelo jornalismo. *Marcelo Aragão. Gestor de automação digital, assinante de A Tribuna e participante da ação Vivendo o Jornalismo, promovida pelo Clube A Tribuna.