Sabemos que os sete pecados capitais estão numa classificação de vícios que precede ao cristianismo, sendo mais tarde usada no catolicismo, visando sempre controlar os instintos básicos do ser humano. Essa relação foi formalizada no século 6 pelo papa Gregório Magno, tendo como base as Epístolas de São Paulo, e foi assumida pela Igreja no século 18, com a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pretende, na sua essência, refletir a libertação espiritual da pessoa. Em pleno século 21, diante das circunstâncias e do momento econômico das pessoas, os sete pecados capitais estão um pouco fora de moda. Que me perdoe a Igreja Católica, pois sou católico. Em minhas observações, podemos notar que uma pessoa que estudou e é bem-sucedida na vida profissional, e consegue um padrão de vida acima da média, não podemos classificar como avareza. Ela conseguiu seu ideal com sucesso, honestidade e perseverança, não sendo escrava do dinheiro e de bens materiais, nem estando seu patrimônio acima de tudo. Essa mesma pessoa bem-sucedida, é claro, não vai andar com um carro popular, nem usar um relógio comprado de um ambulante, muito menos usar roupas simples. Venhamos: vai querer andar em um carro moderno, com ar-condicionado e outros acessórios digitais, roupas de grife, etc. Sem dúvida, não seria o pecado da luxúria. Ora, se eu tenho dinheiro e projeção social, vou aos melhores restaurantes que puder, saborear pratos finos, degustar um vinho importado e, depois, uma sobremesa de dar água na boca. Isso tudo é consequência de todo um procedimento humano e profissional. Não vejo o pecado da gula presente nessa situação. O orgulho ou vaidade, também conhecido como soberba, não causa constrangimento no ser humano. A arrogância em falar ou mesmo se vestir bem causará certa vaidade nos fofoqueiros de plantão. Ele apenas está desfrutando de seu poder e gastando o melhor em se vestir, alimentação, convívio familiar e social, o que, de certa forma, causa inveja nos menos favorecidos ou acomodados. E, por fim, a preguiça. Se a pessoa conseguiu se sobressair nos pecados acima, foi porque ela não teve lentidão ou pouca dedicação nos seus afazeres profissionais, não tendo aversão ao trabalho. O que pode ser um pecado para você, talvez não seja para mim. É apenas questão de ponto de vista.