Foto ilustrativa (Freepik) Qual o melhor momento para o primeiro emprego? Duvido que haja uma resposta exata. Muitas vezes, é a necessidade que nos empurra: falta de dinheiro, desejo de independência, vontade de aprender, pressão dos amigos. Alguns seguem um caminho tradicional — escola, faculdade, carreira. Outros, sem condições financeiras, trabalham para sustentar os estudos. Há também quem precise fazer bicos apenas para sobreviver ou ajudar a família. São muitas as realidades que a vida nos impõe. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Independentemente do motivo, iniciar cedo no mundo do trabalho é sempre enriquecedor. Mesmo atividades que não têm relação direta com a profissão desejada proporcionam aprendizados e relacionamentos valiosos para o futuro. Aos 15 anos, decidi buscar um emprego, sem saber ainda qual carreira seguir. Queria ser independente. Talvez por ver meu pai, que chegou a ter quatro empregos — professor e escrevente na Justiça — sempre tão ativo. Foi ele quem me contou sobre uma vaga de office boy em um escritório de contabilidade. Transferi minhas aulas para a noite e comecei a trabalhar. Foi uma mudança enorme para um garoto. Precisei aprender a respeitar horários, superiores, clientes e tarefas. O mundo se abriu diante de mim como se eu enxergasse por meio de um binóculo. Minha primeira tarefa foi furar papéis para arquivamento. Quando o patrão perguntou se eu sabia, respondi que sim — com a segurança típica da juventude. Mas ao ver meu trabalho, ele corrigiu gentilmente: “Você não dobrou a folha para achar o centro. Assim, os furos ficam alinhados”. Nunca mais esqueci essa lição. Passei a observar atentamente os colegas mais experientes. Cada detalhe era uma oportunidade de aprendizado. Com o tempo, tive outros empregos, até me formar em Administração de Empresas. Cada experiência me trouxe conhecimento, amigos e crescimento — e abriu portas para cargos importantes, até eu fundar minha própria empresa. Percebi, ao longo da vida, que os vencedores são aqueles que geram valor para a comunidade por meio do seu trabalho. Por isso, quanto antes você se envolver com o mundo profissional — seja por emprego, estágio ou atividade informal —, menos dependerá da sorte. Seu diferencial estará no que você sabe, no que viveu e nas conexões que construiu. O primeiro emprego fortalece a autoestima para a busca de uma colocação desejada e adequada ao seu perfil. E, um dia, você sentirá orgulho de contar sua história.