[[legacy_image_274148]] Na vida quase ninguém consegue sucesso sem ajuda, sem estar ao lado de pessoas com o mesmo pensamento. Na educação escolar também é assim. Para que o fechamento do círculo perfeito se complete, é necessário que três setores da vida das crianças e dos jovens dos ensinos Fundamental I e II trabalhem em conjunto e caminhem na mesma direção, rumo ao alvo de formar a geração do futuro, aquela que em alguns anos estará no comando das cidades e do Brasil. Quando se atinge esse objetivo de unir os pais, a escola e os professores num mesmo pensamento se dá um grande passo rumo ao aprendizado adequado aos dias de hoje. Os pais ou responsáveis têm papel primordial na formação dos filhos. Parece óbvio dizer isso, mas é preciso enfatizar, já que as gerações Y e Z (respectivamente os nascidos entre 1980 e 1995 e 1995 e 2010) são altamente influenciadas pelas redes sociais que, em geral, pregam a inverdade que pais, filhos, alunos e professores estão no mesmo nível de autoridade. Com tantas informações sendo fornecidas a cada segundo, fica difícil identificar quando isso teve início. Mas está aí. Como meu foco é educação, essa ideia obtusa foi inserida na cabeça deles e o que se vê é o desrespeito aos pais e responsáveis nas casas e aos professores nas salas de aula. Para muitos dos jovens, professores são adversários, que precisam ser batidos e vencidos. E para isso vale tudo. Até agressões. A escola, o segundo integrante do trio, tem como uma de suas funções reafirmar o respeito aprendido nos lares, de pais que, em geral, num passado não tão distante, tiveram o privilégio de receber uma boa educação. A questão da hierarquia precisa começar dentro de casa, onde as crianças e os jovens têm de entender que a palavra dos responsáveis tem peso e precisa ser obedecida. É no lar que a criança entende, aprende e assimila que os progenitores merecem consideração e a eles se deve respeito. Pais precisam ficar atentos às mudanças na sociedade, mas, ao mesmo tempo, resgatar os valores da boa educação para os filhos não serem varridos pelo tsunami do desrespeito que assola parte da população brasileira e mundial. É preciso trabalhar na cabeça das crianças e dos jovens que dentro da sala de aula eles devem colaborar e compartilhar o aprendizado e, acima de tudo, respeitar os mestres. Com isso, não acontecerão mais fatos lamentáveis e dignos de colunas policiais como agressões a professores e professoras. Para fechar, o terceiro e também essencial elemento é o professor. Hoje em dia os mestres deixaram de ser simplesmente transmissores de conteúdo e passaram a ter de desenvolver outras habilidades socioeducativas. Educadores modernos, no verdadeiro sentido da palavra, precisam mostrar sensibilidade, detectar e trabalhar os anseios dos seus alunos nos vários níveis de ensino. Claro que eles continuam a ser fundamentais, pois são o elo direto e diário com as crianças e os jovens. Manter esse pensamento antiquado de que os mestres são somente repassadores de ensinamentos é uma visão estrábica do ensino do século 21. Os alunos precisam de um mestre que além de ensinar as matérias tradicionais, também mostre para que servem as contas da matemática, as regras gramaticais da língua portuguesa, entre outros detalhes que estão presentes em todos os momentos da vida cotidiana. Assim, para que os alunos saiam das escolas preparados para enfrentar o mundo fora das salas de aula, onde existe hierarquia a ser respeitada, onde existem lideranças que precisam ser acatadas e onde a palavra ‘não’ não é proibida, é necessário que os três segmentos – pais, escola e professores – trabalhem em harmonia, funcionem de forma coesa, pois somente assim a trilogia dará certo!