[[legacy_image_301080]] De acordo com dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), 130 milhões de estudantes em todo o mundo sofrem bullying, uma situação que foi exacerbada pela disseminação das tecnologias digitais. O bullying virtual é uma questão extremamente preocupante nos dias de hoje, principalmente quando se trata de crianças e jovens adolescentes. As consequências dessa forma de assédio on-line são profundas e podem variar de acordo com a vida de seus alvos de maneira significativa. Crianças sujeitas ao bullying enfrentam uma série de desafios, desde faltar na escola até sofrer insônia e dor psicossomática. Essas são experiências que nenhuma criança ou adolescente deveria ter que enfrentar, e é nossa responsabilidade como sociedade enfrentar esse problema com seriedade. A ausência escolar devido a esta prática é especialmente preocupante, pois não apenas prejudica o desempenho acadêmico, mas também afeta o desenvolvimento social e emocional desses jovens. Eles podem se sentir isolados, ansiosos e até mesmo entrar em um ciclo de depressão devido à incessante hostilidade on-line. É importante notar que, embora o foco do comentário seja o bullying virtual entre crianças e adolescentes, a comparação com a “lacração” que ocorre com adultos é relevante. A pressão das redes sociais e a busca pela validação on-line podem levar adultos a situações igualmente desafiadoras para sua saúde mental. Muitas são vítimas de ataques virtuais e enfrentam enxurrada de críticas e ódio. Todos estão sujeitos ao bulling virtual, seja porque confiou em alguém e partilhou fotos ou comentários inocentes, ou de cunho sexual, seja por carência afetiva. Isso inclui homens e mulheres, crianças, jovens e adultos nas mais variadas idades. Portanto, uma vez que as informações pessoais ou fotos íntimas de alguém são compartilhadas on-line, a pessoa “não consegue mais encarar a comunidade onde vive, não consegue nem encarar seus próprios familiares e amigos”. Em ambos os casos, a sociedade precisa promover uma cultura de empatia e respeito on-line, onde o assédio virtual seja firmemente condenado. Além disso, é essencial que as vítimas se sintam melhoradas e tenham recursos disponíveis para lidar com o trauma que podem ter experimentado. A educação e a conscientização sobre os efeitos nocivos do bullying virtual também têm papel fundamental na prevenção dessas situações. É crucial que a sociedade, as escolas, os pais e os governos estejam cientes desses problemas e tomem medidas para prevenir e combater o bullying virtual. Isso inclui a implementação de programas educacionais que promovem a empatia e o respeito nas escolas, bem como a criação de políticas de proteção online mais rigorosas. A conscientização sobre essas questões é o primeiro passo para a mudança, mas a ação concreta e as políticas de proteção são igualmente essenciais para enfrentar esses desafios crescentes em nossa sociedade digital.