Depois de aprovados em comissões, artistas devem procurar empresas, que também vão avaliar se os projetos se enquadram à organização (Pixabay) Pense na universidade como um ecossistema dinâmico, como em um jogo de construção de mundo aberto. Cada experiência vivida no campus é uma peça fundamental para desbloquear novas descobertas. Cada etapa superada traz recompensas - conhecimentos que expandem o mapa - e tudo contribui para que o estudante configure sua própria trajetória profissional. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Para avançar nesse mapa, é preciso reunir no baú da formação acadêmica atitudes e competências alinhadas para moldar quem se quer ser. E a universidade atua como a plataforma que fornece ferramentas de ponta para a engenharia desse amanhã. Em um cenário de constantes transformações, impulsionadas pela tecnologia e pela inteligência artificial, uma competência se torna o "superpoder" essencial aos futuros profissionais: aprender a aprender. Entrar na universidade é muito mais que acumular conhecimento. É uma fase de construção do repertório de saberes, habilidades, competências e atitudes para a vida. Aprender a aprender é o motor que amplifica todo esse processo de ensino-aprendizagem, transformando o conhecimento em evolução contínua. Nesse repertório, o pensamento crítico e a curiosidade são itens obrigatórios. Se a tecnologia e a IA revolucionaram o acesso à informação, cabe a nós, seres humanos, o papel de formular as perguntas certas, analisar as respostas com profundidade e tomar decisões responsáveis. O ato de pensar é insubstituível. E a curiosidade é o que nos impulsiona a explorar novas fases e adotar a aprendizagem contínua ao longo da vida. Também fazem parte dessa jornada a criatividade, para desenhar novos caminhos; o espírito empreendedor, para perceber e transformar projetos acadêmicos em oportunidades; a resiliência e a flexibilidade, para lidar com as adversidades e recalcular rotas; e habilidades (skills) como comunicação assertiva, adaptabilidade e inteligência emocional, tão valorizadas no mercado profissional. Há algo, porém, que ninguém constrói sozinho: conexões. Professores, colegas, profissionais e parceiros ampliam horizontes, apoiam escolhas, abrem portas para novas oportunidades e dão base ao senso de pertencimento. Saber conviver e colaborar em equipe é primordial. O futuro ainda reserva muitas fases, múltiplos horizontes. São as escolhas conscientes e a capacidade de transformar cada vivência em um novo pilar que permitirão construir o próximo nível: um profissional solidamente preparado para os desafios, levando um baú repleto de competências, propósito, sonhos e grandes conquistas. Priscilla Bonini Ribeiro. Educadora, doutora em Tecnologia Ambiental, mestre em Educação, diretora-geral da Unaerp Guarujá, conselheira da Fundação Fernando Eduardo Lee, pesquisadora da Ilha dos Arvoredos, vice-presidente do SEMESP, escritora, palestrante e consultora.