<p data-path-to-node="1">Prestes a completar 100 anos, a Usina Hidrelétrica Henry Borden combina confiabilidade, agilidade e modernização para acompanhar as transformações do setor elétrico.</p> <p data-path-to-node="2">Em junho de 2026, a usina atingiu o recorde histórico de 92% de disponibilidade média móvel de 60 meses, o maior desde o início da apuração. O indicador mede o tempo em que as unidades geradoras estiveram prontas para atender ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A média de cinco anos evidencia confiabilidade consistente.</p> <p data-path-to-node="3">A queda d’água de aproximadamente 720 metros, uma das maiores do Brasil, permite à Henry Borden gerar até 889 MW com vazão relativamente baixa, de cerca de 157 m3/s. A grande queda reduz a água necessária à geração. Por isso, utiliza turbinas Pelton, próprias para grandes desníveis e raras no Brasil. São 14 unidades geradoras, distribuídas entre as usinas Externa e Subterrânea, com tecnologias de diferentes gerações.</p> <p data-path-to-node="4">Quando acionada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a usina pode elevar a geração de 34 MW a até 889 MW em 15 minutos, para responder a variações de oferta e demanda.</p> <p data-path-to-node="5">Também dispõe de black start, que permite iniciar a operação sem energia externa e contribuir para recompor o sistema após um apagão. O recurso é testado anualmente, com prazo de até 30 minutos para restabelecimento; todos os testes até hoje foram bem-sucedidos.</p> <p data-path-to-node="6">Desde 2019, foram investidos R\$ 338 milhões na Henry Borden, principalmente na modernização das unidades da Usina Subterrânea. O próximo desafio é avançar nas unidades da Usina Externa.</p> <p data-path-to-node="7">Modernizar ativos estratégicos é essencial para mantê-los seguros, eficientes e preparados para novas necessidades. Mas tecnologia não substitui experiência: a usina opera ininterruptamente, com profissionais nas salas de controle e em campo, cujo conhecimento acumulado permite integrar equipamentos antigos e novas soluções.</p> <p data-path-to-node="8">A principal lição é que longevidade não garante relevância. É a evolução contínua, aliando confiabilidade, conhecimento técnico e modernização, que prepara uma infraestrutura para atravessar gerações.</p> <p data-path-to-node="9">*Bárbara Diniz. Gerente de Operações da Emae, engenheira eletricista, pós-graduada em Gestão de Recursos Hídricos e mestre em Energia</p>