(AdobeStock) Sempre que nos referimos aos elefantes, lembramos da nossa infância, quando podíamos encontrá-los nos zoológicos ou em circos. Gigantes, de sabedoria enorme, tamanho colossal e enorme força. Toneladas de músculos e uma das mentes mais complexas e compassivas do reino animal. A convivência harmoniosa desses animais revela comportamentos sociais refinados. Observar esses gigantes não é apenas curiosidade biológica, é uma lição de vida! Em um mundo acelerado e individualista, eles guardam segredos valiosos sobre convivência, empatia e liderança, que nós, supostamente a espécie mais racional, deveríamos aprender para nossa melhor convivência social. Uma das lições mais comoventes que os elefantes nos dão é sobre a dor da perda. Eles são um das raras espécies que demonstram rituais de luto. Quando um membro do grupo falece, toda a manada se reúne ao redor do corpo em silêncio, tocando o companheiro com suas trombas. Eles podem permanecer ali por dias, velando-o. Alguns humanos acham que sentimentos profundos não existem entre os animais. Os elefantes desmentem este teoria. Após anos, passam pelo local onde estão os ossos de um antigo membro, param e os tocam em profunda reverência. O luto não é fraqueza e sim sinal de amor e respeito. As sociedades dos elefantes são estritamente matriarcais. A líder é sempre a fêmea mais velha. Ela não lidera pela força bruta, mas pela sabedoria acumulada em décadas de experiência. É ela quem sabe onde encontrar água nas secas e como guiar o grupo para longe de perigos da selva. Diferente das hierarquias humanas que priorizam a juventude ou o vigor físico, no mundo deles a idade é sinônimo de sobrevivência. Os idosos são respeitados e protegem o coletivo, garantindo a sobrevivência das próximas gerações. Os elefantes se comunicam por infrassons, frequência sonoras tão baixas que viajam quilômetros através do solo. Se um filhote corre perigo, toda a manada se mobiliza imediatamente em sua defesa. Eles praticam a cooperação ativa e escutam sinais silenciosos. Os elefantes nos mostram que a verdadeira grandiosidade não é medida pelo espaço físico que ocupa, mas pela profundidade de sua empatia. Que possamos caminhar pelo planeta Terra com a mesma firmeza, respeito,amor e sensibilidade que definem esses magníficos gigantes. *Eduardo Ribeiro Filetti. Médico veterinário, professor universitário, mestre em Saúde Pública, membro das Academias Santista, Vicentina e Praia Grandense de Letras