(AdobeStock) Sabemos que só a educação nos reabilita como cidadãos plenos para construir presente e futuro com dignidade. A convivência com a diferença, o compartilhar saberes, o envolvimento com a realidade, a consciência crítica e o manejo da tecnologia com ética e verdade podem formar pessoas preparadas para novos tempos. Evidências comprovam que o Ensino Superior gera retornos pessoais e sociais significativos: melhores oportunidades de emprego e renda para indivíduos, e ganhos de produtividade, inovação e coesão social para as sociedades, entre outros. O caso do Brasil é emblemático: a proporção de jovens adultos com diploma de nível superior permanece substancialmente inferior à de muitos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Melhorar acesso, permanência e conclusão dos estudos deve ser objetivo prioritário para nosso desenvolvimento. A construção de pontes mais sólidas entre os ensinos Médio e o Superior pode garantir que os alunos progridam para níveis superiores. Orientações sobre essas rotas devem ser acessíveis a todos. Aprofundar a cooperação entre o mercado de trabalho e as instituições de Ensino Superior poderá impulsionar inovação, desenvolvimento profissional e econômico. Os líderes educacionais devem se preocupar ainda mais com a produção de dados como um grande ativo. Além da necessidade de tomarem decisões embasadas em dados integrados, a segurança cibernética deve ser meta constante nas instituições de Ensino Superior (IES). A cultura digital tem que impactar todas as áreas das IES, dos processos administrativos à sala de aula, revertendo para aprendizagem e experiência do estudante. Vejo a educação superior mais globalizada e para isso é preciso garantir educação bilíngue e internacionalização. O novo marco regulatório da EAD vai exigir das lideranças uma postura proativa de adaptação e uma gestão mais integrada entre tecnologia, pedagogia e operações, capaz de alinhar inovação digital, mediação docente qualificada e sustentabilidade institucional. O desafio urgente de um futuro sustentável para o planeta deve estar integrado ao planejamento institucional, currículos, pesquisas, ações do campus, comunidade e políticas públicas. Atender às necessidades da geração atual, sem comprometer o bem-estar das próximas gerações, com equilíbrio social, ambiental, econômico. Neste novo ano, as instituições de Ensino Superior que preservarem os valores educacionais fundamentais, com ainda mais atenção e incentivo à comunidade acadêmica e seu entorno, vão inovar no que é essencial. Passado, presente e futuro continuam caminhando juntos na educação. Para nós, o importante é que professores e alunos continuem sendo protagonistas de boas escolhas e bons resultados, para cada um e para a sociedade. Imaginar é resistir, superar a inércia diante de crises globais que afetam a vida, tendo a educação como aliada. *Lúcia Teixeira. Presidente do Semesp e da Unisanta, doutora em Psicologia da Educação