(APS/Divulgação) O Porto de Santos vive um novo ciclo de transformação. Investimentos, expansão da capacidade, tecnologia e mudanças na operação apontam para um complexo portuário cada vez mais eficiente e competitivo. Mas uma pergunta precisa acompanhar esse avanço: como estarão as pessoas que sustentarão o Porto do futuro? Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os números mostram a dimensão desse desafio. Entre 2013 e 2023, a movimentação de cargas nos portos brasileiros cresceu cerca de 40%, passando de 931 milhões para 1,3 bilhão de toneladas. No mesmo período, o número de trabalhadores caiu aproximadamente 15%, de 35 mil para 30 mil. Produzir mais com estruturas mais enxutas não significa necessariamente piorar a qualidade do trabalho. Tecnologia e automação podem reduzir atividades repetitivas, riscos e aumentar a eficiência. Essas transformações, porém, também exigem adaptação e podem trazer sobrecarga, insegurança e maior pressão por desempenho. É nesse contexto que precisamos ampliar a forma de olhar para as pessoas. A saúde mental passa a ser também uma estratégia de negócio. Na GPMH, trabalhamos na prevenção a partir do conhecimento da realidade de cada ambiente, do mapeamento de riscos psicossociais, da escuta dos trabalhadores e da preparação das lideranças para reconhecer sinais de sofrimento e agir antes que os problemas resultem em afastamentos, acidentes ou perda de produtividade. O desafio não está em impedir a transformação do trabalho, mas em preparar pessoas e lideranças para atravessá-la de forma saudável. O Porto de Santos continuará crescendo, inovando e se modernizando. Para que esse desenvolvimento seja sustentável, eficiência operacional e saúde mental precisam avançar juntas. Afinal, não existe Porto do futuro sem trabalhadores preparados e saudáveis para construí-lo. Renata Conrado. Sócia-diretora Regional da Great People Mental Health (GPMH).