[[legacy_image_290348]] A ciência já comprovou que animais de estimação fazem bem para a saúde. Pesquisadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, terminaram estudo de 12 anos que mostrou que, para pessoas que vivem sozinhas, a presença de cães diminui em 33% as chances de morte e em 36% o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A possibilidade de infarto cai 11%. Já para quem mora com mais pessoas, os benefícios são um pouco menores: risco de morte reduzido em 11% e de doenças do coração por volta de 15%. O amor incondicional que os animais de estimação têm por seus tutores e vice-versa é essencial para o combate de diversas doenças, principalmente os males emocionais. Chamado de pet terapia ou Terapia Assistida por Animais, o uso de bichos domésticos para fins terapêuticos já é reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina e pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Em alguns estados brasileiros, como Mato Grosso, São Paulo e Rio Grande do Sul, leis foram sancionadas para permitir a presença de animais de estimação em hospitais públicos e privados, como forma de auxílio terapêutico, em especial de doenças como depressão e ansiedade. As pesquisadoras Andreia Maria Heins Vaccari e Fabiane de Amorim Almeida, do Hospital Albert Einstein, constataram que a visita dos animais para crianças doentes descontrai o ambiente, propicia maior interação do paciente com os profissionais e demais crianças. Contribui também para que a criança se torne mais cooperativa nos procedimentos hospitalares, além de atuar como estratégia alternativa no alívio da dor e do desconforto. Constatam que essa atividade traz benefícios não só para a criança, mas também para os adultos que cuidam dela. Um estudo feito pela Universidade de Nova Iorque mostrou que os pets são uma das melhores maneiras de combater o estresse. A pesquisa testou níveis de estresse nas pessoas em situações sozinhas, com seu parceiro, com seu animal e com seu parceiro e animal. Eles notaram que a ocasião de maior relaxamento e tranquilidade foi quando estava com seu animal. Está claro que a convivência reduz a sensação de solidão, a ansiedade e a depressão. O contato com os animais faz os seres humanos produzirem mais hormônios, como a ocitocina, a prolactina e a serotonina, que melhoram o humor. Muitas famílias escolhem ter um cão para brincar com os filhos, outras preferem não ter animais pois acreditam que os filhos possam desenvolver alergias. Porém, a chance de a criança ter este tipo de problema são 40% menores tendo um animal de estimação. Isso porque a convivência com eles desenvolve um sistema imunológico mais forte e este efeito não acontece entre os adultos que já sofrem de alergias. Segundo cientistas da Universidade de Melbourne, animais de estimação podem fazer bem para a saúde das crianças. Depois de fazer uma pesquisa com aproximadamente 8,5 mil adultos, eles descobriram que as crianças que foram expostas a animais até os 5 anos tiveram menores taxas de alergia nasal na adolescência. Criar um bicho em casa ajuda a reduzir a pressão sanguínea, colesterol e o triglicérides, melhorando a função cardíaca e prevenindo doenças cardiovasculares. Passear com cachorro é uma boa maneira de perder peso e essas caminhadas diárias são mais frequentes do que se a pessoa não tivesse um animal de estimação. Ter animal de estimação é efetiva medida preventiva para a saúde física e mental dos seres humanos.