(Gerada por IA) Vivemos tempos em que a política está em tudo: na mesa do almoço, na fila do pão e até no futebol. Mas será que ela precisa estar também no grupo de WhatsApp dos amigos? Afinal, aquele espaço que foi criado para relembrar histórias engraçadas pode rapidamente virar um ringue virtual. Claro, discutir política é um direito - e, em muitos casos, um dever. Mas como tudo na vida, há hora e lugar para isso. Dentro de um grupo de antigos colegas de esporte, trabalho ou atividades culturais, o papo deveria girar em torno daquelas boas lembranças e não de mensagens inflamadas que deixam a maioria dos participantes no modo “mudo”. A maioria desses grupos nasce com o propósito nobre de unir, fortalecer laços e espalhar bom humor. Mas quando a política entra em cena, a coisa pode ficar tensa. De um lado, discursos acalorados; do outro, amigos sumindo da conversa como se tivessem descoberto um problema na conexão – e, muitas vezes, sumindo do grupo de vez! Sem falar que tem gente que não apenas discute, mas dá verdadeiras palestras políticas. Você entra no grupo para ver uma piada ou marcar aquele churrasco e, de repente, se depara com uma tese de mestrado sobre a situação do País. E pior: se não responde, é chamado de “isentão”; se responde, vira alvo de debate. Definitivamente é uma cilada! E nem vou falar das fake news, que se espalham mais rápido que fofoca de condomínio. Sem a devida checagem, muita gente acaba compartilhando “informações” que têm a mesma credibilidade do e-mail de uma viúva romena oferecendo a sua herança milionária. E o pior: há sempre aquele que transforma o grupo em um tribunal, pronto para condenar quem pensa diferente. Democracia é fundamental, mas respeito também. A liberdade de expressão não pode atropelar o direito dos outros de simplesmente bater papo sem precisar de um escudo antimísseis argumentativos. Se a ideia é discutir política, por que não criar um grupo só para isso? Assim, quem quiser participar entra por vontade própria e mantém-se a paz nos grupos feitos para lazer e amizade. No fim das contas, o que realmente importa é a convivência saudável. Afinal, risadas e boas histórias sempre serão mais valiosas do que discussões que só servem para dividir. Então, que tal focar no que nos une? Porque, convenhamos, brigar com amigos por causa de política é como discutir com o GPS: no final, você pode até ter razão, mas o caminho fica muito mais chato. *William Horstmann. Engenheiro, ex-executivo e consultor