Imagem ilustrativa (Freepik) O Fórum Econômico Mundial fez um interessante artigo dentro de sua temática para acelerar ações em saúde e cuidados médicos e que divulga os resultados do relatório Edelman Trust Barometer 2023. O Edelman Trust Institute realiza todo ano um estudo que mede a confiança do público em instituições como governo, empresas, mídia e organizações não governamentais. Ele é conduzido pela Edelman, que é uma das maiores empresas de comunicação do mundo. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Esperava-se que 2023 seria o ano da recuperação do desastre que a covid-19 causou, mas foi um ano de crises: guerra prolongada na Ucrânia, ameaças climáticas intensificadas, insegurança alimentar global e inflação acelerada, entre outros. Nesse cenário, grande parte da população do mundo está em crise grave por conta do custo de vida e da saúde. O estudo incluiu 13 países de primeiro mundo e a grande conclusão foi que o custo tornou-se a maior barreira para uma saúde melhor, com a desigualdade de renda agravando a crise. Há diferenças de dois dígitos entre as taxas de saúde relatadas por pessoas de alta e baixa renda e, como esperado, na confiança de que as instituições “farão o que é certo” em relação à saúde. Para a maioria dos entrevistados, o desempenho de governos, empresas, ONG e mídia em garantir a saúde está abaixo do ideal, apenas “meu empregador” foi citado como instituição que atua bem. De uma forma geral, 52% das pessoas relatam uma lacuna significativa entre como cuidam da saúde e como gostariam que fosse cuidada, um aumento de 14 pontos percentuais desde 2022. Nos EUA foi de 45%, no Canadá, 48%, e na Europa, Reino Unido, França e Alemanha, 46% cada. Os dados mais alarmantes vêm da Ásia desenvolvida: Coreia do Sul com 66% e Japão com 60%. O custo é o fator dominante. Em nove dos 13 países, a inflação foi apontada como o principal fator negativo para a saúde. E a saúde vai muito além do físico: dois terços dos entrevistados consideram saúde física, mental, social e habitabilidade da comunidade ao avaliar o que seja ser saudável. Apenas 1% define saúde como puramente física. O dado mais impressionante é que 91% incluem saúde mental na definição de bem-estar. Essa visão ampla abre novas oportunidades de engajamento, especialmente com os jovens. Para estabelecer caminhos para reconstruir a confiança, temos que ter em conta que 62% ainda confiam em empresas de saúde, mas querem ser vistos como indivíduos e que os relacionamentos com médicos sejam sólidos e que a confiança no ecossistema de saúde é um ponto importante para mudanças positivas. A maioria dos funcionários acredita que os empregadores devam criar políticas para prevenir o excesso de trabalho e o burnout (83%), problema que 64% citaram como prejudicial à saúde. E ainda respeitar os limites entre vida pessoal e profissional.