(Bruno Vaz / Santos FC) Quisera eu ter o poder de evocar minhas lembranças e em um passe de mágica me encontrar em 1958 e, logo em seguida, poucos anos após 2024. Em 1958, na final da Copa do Mundo, o eterno Rei Pelé, então com 17 anos, com uma sequência de jogadas sensacionais, um chapéu e uma matada no peito, marcou o gol mais bonito da história do futebol e ali destacou o nascedouro de um novo tempo e para sempre assinalou uma nova referência à cidade de Santos. Poucos anos após 2024, me imagino vivendo um novo tempo, onde nós santistas de nascimento, de coração e principalmente de paixão pelo Santos Futebol Clube, não estaríamos sonhando, e sim vivendo no futuro Templo do Futebol, novo estádio do Peixe, cujo projeto o idealiza para 40 mil pessoas. Uma arena construída às margens do Canal do Estuário, em frente ao futuro aeroporto e próximo às principais rodovias e vias de acesso, além de futuras linhas de transporte público, incluindo VLT, a nova sede do Santos abre um leque de possibilidades para o desenvolvimento da região. Se esse poder existisse, já estaria contemplando o novo Templo de Futebol do Santos, celeiro de craques que revelou entre tantos ícones do futebol mundial, o Rei Pelé, e que quando concluído mais uma vez destacará a cidade de Santos como referência cultural e desportiva. Não apenas revolucionando essas duas áreas, mas impulsionando um arcabouço de desenvolvimento, destacando o Centro Histórico de Santos. A proposta do novo estádio do Santos é arrojada e desafia obstáculos. Construir um estádio moderno em localização estratégica e com projeto de desenvolvimento urbano inovador em uma área histórica que nos leva ao século 19, é no mínimo um desafio de uma diretoria empreendedora. Que se preocupa com a história do time, único que pode ser considerado sinônimo de armistício (interrompeu uma guerra), levando para o Estuário um novo polo de atração turística com equipamentos diversificados, de lojas a hospedagem, além de inúmeras possibilidades no quesito lazer. Entre as oportunidades, construção de plataformas flutuantes para bares e restaurantes e outros equipamentos com facilidade de acesso, além de vista privilegiada do canal do estuário e do porto. E o Estádio Urbano Caldeira, inaugurado em 1916, quatro anos após a fundação do clube, com sede na Vila Belmiro, a mais famosa do mundo graças ao Santos? Esta permanecerá intacta e imponente, contribuindo para seu constante reconhecimento. Sediará eventos de menores proporções em termos de público, que enalteçam sua condição de galeria de craques, de cultura, esporte e lazer dignificando o epíteto de Alçapão e berço de maiorais da bola como Pelé, Pepe, Coutinho, Gylmar, Mengálvio, Giovanni, Juary e tantos outros Meninos da Vila. *Presidente da Sociedade Portuguesa de Beneficência e conselheiro do Santos Futebol Clube