(Gerado por IA) Foi preciso um Nobel triplo de economia para alertar o mundo sobre uma questão básica e negligenciada, a de que distribuição de renda e instituições fortes melhoram a vida de uma nação. Agora em 2024, o turco Daron Acemoglu mais James Robinson e Simon Johnson, do Reino Unido, ganharam o prêmio ao demonstrar os motivos pelos quais uns países prosperam mais que outros. Acemoglu e Robinson escreveram o livro “Por que as nações fracassam. As origens do poder, da prosperidade e da pobreza”, onde dizem que menos desigualdade social e instituições sólidas geram desenvolvimento. A leitura leva à conclusão de que o Brasil não se tornará grande potência enquanto a natureza que nos liga ainda hoje ao colonialismo de exploração não for extirpada. Apesar de todas as evoluções tecnológicas, temos dificuldades de combater o que nos prende ao atraso. O conservadorismo da classe dominante, originário da dominação portuguesa, trava nossa libertação. O principal objetivo lusitano foi gerar riqueza para a metrópole europeia, deixando aqui uma pequena parcela da sociedade com acesso a melhores condições de vida. Lutar por uma sociedade igualitária, com menos exploração do povo, não é aplicar a cartilha do comunismo marxista, combatido por alguns que nunca leram Karl Marx. É, isto sim, batalhar por um país próspero dentro do próprio sistema capitalista. A concentração da renda e uma população pobre é ruim até para o capitalismo. As elites econômicas do Brasil precisam entender o que Acemoglu e Robinson mostram claramente: a renda concentrada e as instituições fracas não funcionam no capitalismo nem no comunismo. É preciso ficar claro que o colonialismo português nem de longe gerou as desgraças do colonialismo atual. Eles pelo menos construíram cidades, portos, infraestrutura e ampliaram o país. Hoje, o imperialismo estadunidense e inglês, com os sócios canadenses e outros europeus, esmagam a nossa economia e progresso com anuência da burguesia. A elite financeira, agrária, comercial, industrial, midiática, militar e juristocrática, com seus representantes nos poderes executivo e legislativo, submetem o Brasil às botas estrangeiras. O descalabro chega ao ponto de uma representação dos Estados Unidos ter, há poucos dias, interpelado a inclinação do país de aderir às novas rotas da seda chinesas. Imediatamente, o governo disse que não se engajará. Também foi evidente a ordem do governo norte-americano para o Brasil vetar a integração da Venezuela ao Brics, comprometendo a nossa liderança na América latina. *Zoel Garcia Siqueira. Presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Guarujá e graduado em Sociologia