(Imagem ilustrativa/Pexels) Esse é o tempo de festividade em família e amigos, Natal e Ano-Novo, momentos de encontro, mas também de muito desgaste, corridas de última hora ao supermercado, assados que ficam um pouco queimados e as tensões familiares. Para lidar com isso, Stephanie Preston, professora de psicologia da Universidade de Michigan, elaborou um guia para limitar o estresse das festas. O primeiro conselho é dar a si mesmo e aos outros um pouco de graça. Não tem problema rir quando as coisas dão errado. Reunião familiar perfeita só na TV, pois na vida real tudo é complicado e bagunçado. Somos todos humanos e precisamos saborear o momento. A vida não é uma festa, mas esses momentos podem ser. Uma maneira de manter o estresse afastado é definir uma intenção para o dia ou semana e manter expectativas razoáveis. É preciso definir a participação de cada um. Há famílias em que um convida e banca a festa, outras que dividem financeiramente os gastos e outras em que cada um contribui com um prato. A vestimenta também deve ser combinada, afinal, alguns combinam ir à missa e aparecer de calção e camiseta não será adequado. A maioria das pessoas quer encontrar os entes queridos e mesmo os não tão queridos assim. Afinal, família é família. Então, é aproveitar o momento, estar presente e agradecido enquanto passa tempo com esses entes queridos, isso é mais importante que a própria comida e bebida. Membros da família que não concordam ou não se dão bem, especialmente nesses tempos políticos, podem ser uma grande fonte de estresse para todos. Assim, as regras de convivência devem ser estabelecidas com antecedência e, inclusive, o que conversar ou não conversar. Alguns parentes podem estar combinados para manter o espírito das festas. Alguns familiares podem viver em regiões distantes e essas festividades de fim de ano é uma oportunidade de encontro. O importante em um feriado é descansar e se conectar com pessoas de quem você gosta. Para aqueles que estão sós, se não forem convidados por algum amigo, considerem convidar alguém que também esteja isolado. Diversas pesquisas mostram que a solidão prejudica nossa saúde física e mental. Se não for encontrar amigos, uma boa alternativa é ajudar outras pessoas, mesmo estranhas, como em um serviço voluntário, em grupos religiosos para fazer e distribuir refeições ou brinquedos para crianças carentes etc. Desejo a todos um Feliz Natal e um Feliz Ano-Novo! *Mario Eugenio Saturno. Tecnologista sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e congregado mariano