(Imagem ilustrativa/Pexels) O setor portuário tem passado por mudanças significativas com o crescimento da presença das mulheres em funções que vão desde o operacional até os altos cargos de liderança. Por mérito, qualificação e determinação, elas têm trilhado carreiras promissoras e se tornado protagonistas das próprias histórias. O resultado é o equilíbrio de habilidades e competências, que em muito contribuem para o desenvolvimento dos portos brasileiros e do país. O caminho das mulheres tem sido pavimentado com muito estudo e dedicação. Elas conciliam múltiplos papéis, como o cuidado com a casa e a família, e o compromisso com a excelência profissional. Assim, a presença feminina nos portos cresce gradativamente, trazendo novas perspectivas e oportunidades. A diversidade de gênero nas empresas não é apenas questão de representatividade, e sim de estratégia nos negócios. Equipes equilibradas, compostas por homens e mulheres, bem como por profissionais jovens, mais experientes, de diferentes raças e etnias, oferecem uma amplitude maior de pensamentos. Isso se reflete especialmente nos cargos de gestão, onde a presença feminina já é uma realidade, apesar de haver espaço para avanços. Hoje, 16% dos cargos de liderança no setor são ocupados por mulheres, segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Já em funções gerenciais, essa fatia sobe para 22,5%, um indicativo de que ainda há caminho para percorrer. A tecnologia é aliada das mulheres nos portos. Se antes a força física era um fator de influência, hoje as operações são realizadas por meio de equipamentos modernos e automatizados, possibilitando que elas atuem como operadoras de portêineres, empilhadeiras, entre outras funções. Além disso, atenção aos detalhes, o foco e a habilidade multitarefa as fazem profissionais extremamente capacitadas para essas atividades. A presença feminina nos portos tem se consolidado pelo crescimento numérico e também por lideranças inspiradoras. As mulheres transformam a cultura do setor, incentivando políticas públicas de modernização, com aumento de capacidade operacional, em um ambiente acolhedor e inovador. Os avanços são evidentes e mostram um futuro cada vez mais plural e diverso. Não há a substituição de forças, mas sim uma complementação essencial. A busca não é por superioridade, e sim por equilíbrio, valorizando as competências de cada profissional. Os portos brasileiros só têm a ganhar ao incorporar diferentes visões e experiências, garantindo um ambiente de trabalho mais diverso, eficiente e preparado para os desafios do futuro. *Diretora-executiva da Associação Brasileira dos Terminais Portuários