(Adobe Stock) Ainda ontem, em se tratando de História, o papel da mulher era o de, quase que exclusivamente, cuidar dos assuntos do lar e da criação dos filhos. Aos homens, cabia a função de provedor da família. De lá para cá, as relações sociais – entre empregadores e colaboradores, professores e alunos, pais e filhos, e, cônjuges – transformaram-se. Sabemos que a evolução da civilização sempre foi salpicada de tropeços, e chegamos ao século 21 graças à união de esforços e divisão de tarefas entre homens e mulheres. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Para avançarmos nessa caminhada juntos, é preciso apenas ajustar as velas, e não reclamar dos ventos. Não importa o gênero, cada um de nós é amálgama de corpo, mente, espírito e experiências pessoais. Voltemos ao contemporâneo papel das mulheres na sociedade, que vem se expandido – aliás, fenômeno que não deve causar desconforto em homens. Mulheres leem o mundo de maneira muito peculiar, mas nem melhor, nem pior do que a leitura dos homens. A percepção diferente deve servir para enriquecer o portfólio de soluções, em quantidade e qualidade, em qualquer segmento profissional que elas decidam desbravar. É natural concluir que, no cenário político, com experiências próprias, podem agregar propostas viáveis para antigos e novos problemas. É provável que – além do campo das artes – o universo da política seja o ambiente mais propício às mulheres para se fazerem ouvir e, sobretudo, exporem ideias em benefício de todos. No futuro – não é possível se precisar quando – 50% das cadeiras de casas legislativas e de chefes do Poder Executivo em todos os níveis serão ocupadas por mulheres, que representam metade da população. Nesse universo, há extrema carência de recurso humano moral e eticamente adequado e, não menos importante, de boas ideias. Pitacos às mulheres que almejam ingressar na política (e por que não para as já eleitas?): uma bela oratória é apenas meio para se eleger, preparem-se para o mandato, conheçam o “sequenciamento genético” dos problemas que atingem o país, seu estado ou seu município; não segreguem entre “nós” e “eles” – isso só germina nas pessoas de alma pequena; e desenvolvam ideias capazes de melhorar a vida do maior número de pessoas. Mais do que expectativa, há convicção de que a participação feminina ajude a definir novo azimute nas discussões por um país melhor, pautadas pelo real interesse público – tão cantado em verso e prosa por aqui, mas ordinariamente esquecido pela classe política. Como em oração, rogo que as mulheres sejam decisivas na transformação da política nacional. Com firmeza de caráter, que as candidatas possam apresentar propostas criativas no interesse de todos. Antigos temas – como segurança alimentar, saneamento básico, educação de qualidade e universa-lização da saúde – e novos temas – como transição para matriz energética limpa e limites à inteligência artificial – serão melhor debatidos se pudermos contar com as impressões femininas. Rogo, ainda em minha prece, que consigam se eleger no próximo pleito eleitoral, e para todo o sempre, necessariamente, mulheres com honestidade de propósitos, convictas a construir um país melhor.