(Alexsander Ferraz/ AT) Após um verão tórrido, com muitas ondas de calor, que atingiram principalmente a porção centro-meridional do Brasil, em 20 de março, às 6h01 (de Brasília), ocorreu a mudança de estação, com a chegada do outono no Hemisfério Sul, denominado de equinócio, o que significa que os dias e as noites terão, igualmente, 12 horas. Já no Hemisfério Norte aconteceu o inverso, com o início da primavera. A estação do verão é marcada por temperaturas elevadas e fortes precipitações, com dias mais longos do que as noites, e a formação de nuvens do tipo cumulonimbus, as únicas que produzem descargas elétricas (raios). Já o outono (assim como a primavera) se constitui numa estação de transição entre o verão e o inverno, com temperaturas em declínio, redução da pluviosidade e da umidade do ar (especialmente no centro-sul do território nacional), mas que possui elementos presentes das estações antagônicas, alternando dias de calor, com chuvas até de forte intensidade, e dias menos chuvosos e mais frescos. O xis da questão é entender que as mudanças de estação ocorrem paulatinamente, e não de forma repentina, como no imaginário coletivo. A Terra executa dois movimentos principais. O primeiro, é o da rotação sobre seu próprio eixo, o que gera o dia e a noite (com aproximadamente 24h de duração), e o segundo, é o da translação, que é o movimento do nosso astro ao redor da nossa estrela (que denominamos de Sol), que leva um ano inteiro para se realizar, somada a inclinação do eixo da Terra em 23,4° (variável ao longo de vastíssimo espaço temporal) em relação ao sol, dá origem as quatro estações. Se não fosse assim, o equador seria sempre muito quente, os trópicos quentes, as zonas temperadas frias, e os polos muito frios, durante todos os 365 dias do ano terrestre. Ou seja, teríamos apenas uma estação o ano todo, independentemente do local onde estivéssemos em nosso planeta. Já a data e hora supracitadas, com exatidão, correspondem ao momento astronômico de nosso planeta perante a nossa estrela. E essas mudam anualmente. Por fim, temos a definição de tempo e clima, que muitos acham que são sinônimos, mas não são, e que têm ligação com as mudanças de estação. Tempo são os fenômenos meteorológicos (temperatura, precipitação, vento, umidade etc.) que ocorrem numa determinada localidade ou região, num período de 24h, 48h ou até 72h, assim como intervalos de tempo mais dilatados, e que são calculados através de projeções matemáticas em supercomputadores, com dados recebidos de imagens de satélite e de sensores meteorológicos espalhados por todo o globo terrestre. A isso denominamos previsão do tempo (com mais de 90% de acerto), e não certeza do tempo (com 100% de acerto), sendo objeto de estudo da meteorologia. Já clima são as variações dos fenômenos meteorológicos numa determinada localidade ou região, num espaço temporal não inferior a 30 anos consecutivos, alvo do estudo da climatologia. *Geógrafo