Foto ilustrativa (Freepik) Tirei esses dias para escrever ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aos senadores, deputados e vereadores sobre a Campanha da Fraternidade 2026, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que começou no dia 18 e traz como tema Fraternidade e Moradia, sob o lema “Ele veio morar entre nós” (Jo 1,14). A campanha visa conscientizar sobre a moradia digna como direito fundamental e combater o déficit habitacional no Brasil, propondo ações concretas e políticas públicas. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Sugeri ao presidente que participasse e convidasse os seus, incluindo os amigos bispos e frades, para a reunião semanal. Poderiam até fazer via YouTube para quem quiser participar. E nem precisa ser católico, podem até os ateus, basta ter boa vontade. Eventualmente, a CNBB convida o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) a participar de Campanhas da Fraternidade. O presidente poderia convidar pastores da Conic e das outras denominações cristãs e não cristãs. Afinal, quem busca a paz mundial, pode agir na paz interna também. O Conic é uma associação fraterna de igrejas que reconhecem Jesus Cristo como Deus e Salvador. Que o Governo Federal e os políticos lancem a maior campanha de construção e reformas de moradias. Para um tempo longo: dez anos. Está na hora de cumprir a Constituição e dar uma destinação patriótica para terras e moradias abandonadas: desapropriar, reformar e entregar a quem precise. O foco da Campanha da Fraternidade é enfrentar o déficit de moradias: 6,2 milhões de famílias necessitam hoje de uma habitação por estarem em habitação precária, em coabitação ou com aluguel excessivamente caro, outras 26 milhões de famílias moram em situação imprópria (em áreas de risco, sem infraestrutura suficiente); e mais de 300 mil pessoas vivem na rua, número que cresceu expressivamente nos últimos dez anos. O teto é a porta de entrada para a dignidade. Em tempos com a mesquinhez e o egoísmo turvando a mente de muita gente que considera o miserável preguiçoso e indigno de socorro, é preciso fazer dessa Quaresma um tempo de conversão. Explicações bíblicas e seculares estão no texto-base da Campanha da Fraternidade. São 100 páginas para quebrar a lógica do pecado que se instalou em nossa sociedade, que afirma que a palavra de Deus é coisa de comunista.