( Jordana Langella/ AT ) Em meio ao crescimento dos desafios urbanos, como o aumento no uso de novas formas de mobilidade e as mudanças nos padrões de convivência nas vias públicas, torna-se essencial repensar a forma como ocupamos e compartilhamos os espaços da cidade. A segurança viária e o bem-estar da população dependem não apenas de infraestrutura adequada, mas também de monitoramento inteligente, educação contínua e respeito coletivo às regras. Nesse contexto, as ações recentes da CET-Santos — como a Operação Ciclovia Segura e as blitze contra escapamentos barulhentos — reforçam o compromisso da companhia em garantir um trânsito mais humano e seguro para todos. A Operação Ciclovia Segura, iniciada neste mês de maio, tem como objetivo disciplinar o uso das ciclovias, especialmente na orla da praia, onde o fluxo de ciclistas e outros usuários de equipamentos de mobilidade é intenso. A ocupação indevida por ciclomotores e afins compromete a integridade do espaço, projetado para circulação segura sobre rodas. As ações ocorrem em pontos estratégicos e contam com abordagem educativa, distribuição de material informativo e orientação técnica, com base na legislação. Ainda que previstas penalidades, nosso foco inicial é conscientizar. Afinal, garantir o uso correto das ciclovias não é apenas uma questão legal, mas de respeito à vida e à convivência harmoniosa nos espaços públicos. Em outra frente, intensificamos, com o apoio da Polícia Militar, as operações de fiscalização contra escapamentos barulhentos em motocicletas — uma demanda recorrente da população santista. Essa, visa combater a poluição sonora, garantir o sossego dos moradores e reforçar a segurança nas vias, especialmente durante a madrugada. Infelizmente, escapamentos adulterados ou inoperantes representam mais do que um incômodo: são infrações graves que desafiam o Código de Trânsito Brasileiro. As abordagens nessas operações são criteriosas, focadas em coibir o desrespeito à legislação e preservar o direito coletivo ao silêncio, à segurança e à ordem. Essas duas operações — ainda que distintas — têm algo em comum: nascem da escuta ativa da população e da aplicação responsável da lei. Mais do que punir, queremos formar cidadãos conscientes, que compreendam que regras de trânsito não são imposições arbitrárias, mas ferramentas para salvar vidas e melhorar a convivência urbana. Porque cuidar da cidade é, acima de tudo, cuidar das pessoas. *Flávio de Brito Júnior. Diretor de Operações da CET-Santos