O que tinham em comum Adolf Hitler, Benito Mussolini, Fidel Castro, Josef Stalin, Mao Tsé-Tung e Vladimir Ulianov (conhecido pelo pseudônimo Lenin)? Cada um deles, psicopata, convenceu mais meia dúzia a colocar em prática suas ideias. Nessa cruzada, capturaram mentes. Foram milhões delas. É impressionante a aptidão que mentes doentias possuem para conduzir as massas. E, aos opositores daqueles ungidos, opositores da “verdade”, em regra, o destino foi a carnificina. Exílio, prisão ou morte era (e ainda é nas atuais ditaduras) destino imposto apenas aos não capturados, aos que se recusam a aceitar a verdade revelada. Não importa qual sua cor favorita no pantone de ideologias políticas, é preciso ficar atento para que sua mente não seja capturada. Na internet, encontramos testes rápidos para descobrir vocação profissional, nível de ansiedade, de depressão, entre tantos outros. Resolvi criar o teste rápido para detecção de mente capturada: crê que absolutamente nenhuma ideia vinda de espectro político diverso do seu é válida? Possui político de estimação – político pet – para chamar de seu? Seria capaz de romper relação com algum parente ou amigo para defender seu político pet? Se você respondeu “sim” para essas três perguntas, o teste indica que sua mente já foi capturada. Não sou eu quem diz, é conclusão de meu irretocável teste. Como a História é rica em demonstrar, anterior (ou simultaneamente) à eliminação de opositores, é preciso conquistar a lealdade das massas. Para isso, as estratégias são complexas e sofisticadas, e essa crônica não é um receituário para captura de mentes. Ao contrário, pretende alertar o caro leitor para que não tenha o autodomínio de suas sinapses neutralizado. Assistir a vídeos de discursos de Mussolini, com a supressão do áudio, dá-nos a convicção de estarmos diante de um cantor-ator de ópera-bufa. A teatralização do discurso é postura recorrente na arte de abduzir mentes. Nesse processo, outro fenômeno, em especial, tem me preocupado: o, cada vez mais vívido entre os desavisados, instituto do “lugar de fala”, espécie do gênero do instituto do “politicamente correto”. Até pouco tempo, em estágio que já superamos, qualquer arrogante de conhecimento questionável apontava o dedo para seu interlocutor e bradava: “Nesse assunto, você não tem lugar de fala!” Parece que a metodologia surtiu efeito. Atingimos estágio mais preocupante, em que há a autodeclaração carregada de cínica modéstia: “Desculpe-me, mas, nesse assunto, não tenho lugar de fala!” Quando foi que escolhemos alguém aqui em Pindorama ou mundo afora para decidir sobre quais assuntos podemos formar opinião própria e quais não podemos ousar em refletir a respeito? Inegavelmente, trata-se de eficaz forma de censura, sobre a qual não há resistência. Fiquemos com um exemplo dessa lógica que sepulta a razão: se você nunca foi dormir com a barriga roncando, presume-se não poder contribuir com ideias para o combate à fome. E quando houver quantidade suficiente de mentes capturadas, testemunharemos a História se repetir com a implacável caça aos que ousarem discordar?