<p class="PDq2pG_selectionAnchorContainer" data-end="525" data-start="167" dir="auto">Após mais de 50 anos de relação entre Brasil e China, o destaque normalmente seria a forte corrente de comércio entre os dois países. E ela é, de fato, expressiva. Desde 2009, a China é o principal parceiro comercial do Brasil e, apenas no primeiro semestre deste ano, as exportações brasileiras para o país asiático alcançaram o recorde de US\$ 58,3 bilhões.</p> <p data-end="889" data-start="527" dir="auto">Em Santos, essa parceria é ainda mais evidente. Entre janeiro e abril, 31,9% das transações internacionais realizadas pelo Porto de Santos tiveram a China como origem ou destino, segundo dados da Autoridade Portuária de Santos. É uma relação que movimenta a economia, fortalece a atividade portuária e conecta nossa cidade ao principal fluxo do comércio mundial.</p> <p data-end="1240" data-start="891" dir="auto">Mas essa aproximação vai muito além das importações e exportações. Ela também cria oportunidades para ampliar a troca de conhecimento, o desenvolvimento tecnológico e a cooperação institucional. A recente irmanação entre Santos e Yantian representa esse novo momento, aproximando duas cidades portuárias e ampliando as possibilidades de colaboração.</p> <p data-end="1677" data-start="1242" dir="auto">Essa presença também pode ser percebida diariamente no Porto de Santos. Os grandes portêineres utilizados na movimentação de contêineres em diversos terminais são, em sua maioria, fabricados pela ZPMC, empresa chinesa que responde por 70% do mercado mundial desse tipo de equipamento. É um exemplo de como essa parceria também se traduz em tecnologia aplicada à infraestrutura logística. Isso sem falar de inúmeras empresas logísticas.</p> <p data-end="2045" data-start="1679" dir="auto">Esse avanço também é sustentado por uma forte cultura de inovação. Um exemplo é a Huawei, uma das maiores empresas de tecnologia da China e do Mundo, que destina cerca de 22% de seu faturamento à pesquisa e desenvolvimento. Trata-se de um investimento muito acima dos padrões brasileiros e que evidencia como inovação contínua e competitividade caminham lado a lado.</p> <p data-end="2287" data-start="2047" dir="auto">Outro aspecto interessante está na forma como a tecnologia é incorporada aos serviços. Em diversas atrações turísticas na China, o acesso é realizado por meio da identificação vinculada ao passaporte, sem a necessidade de ingressos físicos.</p> <p data-end="2703" data-start="2289" dir="auto">Brasil e China têm histórias e realidades diferentes. Justamente por isso, fortalecer essa parceria significa ir além das relações comerciais. Significa ampliar o intercâmbio de conhecimento, compartilhar boas práticas e construir soluções que contribuam para o desenvolvimento. Para Santos, cidade que tem no porto sua principal vocação, essa é uma oportunidade que merece ser construída com visão de longo prazo.</p> <p data-end="2726" data-is-last-node="" data-is-only-node="" data-start="2705" dir="auto">*Bruno Galoti Orlandi</p>