Maio chega pintado de amarelo para lembrar algo essencial: a vida no trânsito depende de escolhas. O movimento Maio Amarelo, criado para mobilizar sociedade, empresas e poder público, reforça em 2026 uma mensagem simples e poderosa: “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. Em Santos, decidimos ir além do discurso e reforçar a importância da responsabilidade compartilhada e apostar no protagonismo juvenil como vetor de transformação social. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os dados mais recentes indicam avanços, mas também evidenciam a dimensão do desafio. Em 2024, foram registrados 1.646 sinistros de trânsito nas vias municipais; no ano passado, esse número caiu para 1.362. Em relação aos óbitos, houve redução de 26 para 24. Embora os indicadores apontem uma tendência positiva, cada ocorrência representa impactos profundos e irreversíveis. Desde 2023, o Código de Trânsito Brasileiro oficializou o termo “sinistro de trânsito” em substituição a “acidente”. A alteração não é meramente semântica, mas pedagógica. Enquanto “acidente” remete à ideia de inevitabilidade, “sinistro” evidencia que, na maioria das situações, há causas identificáveis e, portanto, evitáveis. É nesse cenário que a CET-Santos lança o programa Código Jovem de Trânsito, voltado a estudantes do Ensino Médio. A iniciativa busca antecipar a formação de condutores mais conscientes, promovendo, ainda no ambiente escolar, reflexões sobre comportamento, responsabilidade e tomada de decisão. As atividades incluem análise de situações reais, debates orientados e recursos audiovisuais que aproximam o conteúdo da vivência dos jovens. Contempla, ainda, fatores comportamentais e cognitivos. Outro eixo essencial trabalhado nas ações educativas é a empatia. O trânsito deve ser compreendido como um espaço de convivência entre pessoas. A ausência dessa percepção contribui diretamente para comportamentos de risco e, consequentemente, para a ocorrência de sinistros. Também é lembrado que não existe “modo iniciante”: quem usa autopropelido, bicicleta, patinete ou skate já participa do trânsito e precisa agir com responsabilidade. São abordadas também situações recorrentes entre os jovens, como a influência do grupo em decisões inadequadas, incluindo a condução sob efeito de álcool. Como elemento de reflexão, as atividades propõem uma pergunta direta e de forte impacto: se algo acontecesse hoje, que projeto pessoal ficaria inacabado? A indagação reforça a conexão entre escolhas cotidianas e consequências futuras. Ao investir no protagonismo juvenil, Santos reafirma seu compromisso com políticas públicas de prevenção e educação para o trânsito. A construção de um ambiente mais seguro passa, necessariamente, pela formação de cidadãos conscientes, capazes de enxergar o outro e, sobretudo, de compreender o valor da própria vida.